Pesquisa da Ufla testa uso de larvas no combate a pragas

Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (Ufla), estão desenvolvendo estudos para estimular o uso de um inseto no controle de pragas nas lavouras em Lavras e em outras cidades do Sul de Minas. Os estudos mostram que as larvas podem ser uma alternativa ao uso de produtos químicos.

De acordo com os pesquisadores, os insetos, que podem até parecer um problema, são a solução. Cientificamente chamados de crisopídeos, os insetos verdes são predadores naturais de pragas que atingem várias plantações.

Conforme explica a professora de entomologia da Ufla, Brígida Souza, os bichos pesquisados tem uma grande capacidade para combater problemas de pragas nas lavouras. “Eles [os insetos] têm uma grande capacidade predatória e no trabalho que temos desenvolvido, temos que encontrado um elevado número de presas que eles podem ter como pulgões, cochonilhas, ácaros, entre outros”, disse.

No Departamento de Entomologia da Ufla, os estudantes mostram que os crisopídeos são estudados há bastante tempo. Mas, há pelo menos 5 anos, foi criado um projeto para descobrir se em um ambiente natural eles podem ter o mesmo comportamento do observado no laboratório, conforme explica o estudante de biologia, Guilherme Gonzaga da Silva.

“No laboratório eles têm condições favoráveis de temperatura e umidade, mas, quando os liberamos no campo, não temos o controle destas condições e de como eles podem se comportar e pode ser de uma forma diferente”, destacou.

Ainda conforme os estudantes, o foco da pesquisa é a larva dos crisopídeos, que se alimenta das pragas. Em folhas de pimentão, por exemplo, elas estão cheias de pulgões, que sugam a seiva e podem transmitir doenças para a planta.

Quando colocadas em uma folha, as larvas começam a se alimentar e o ciclo pode durar até três semanas, quando elas ficam adultas. Daí em diante, os insetos continuam no ambiente, mas não causam problemas ou danos. “As larvas viram insetos, mas não uma nova praga, elas se alimentam de substâncias que encontram na natureza e que normalmente são açucaradas, como pólen e néctar”, salientou a professora Brígida.

Por causa da pesquisa e da alternativa ao uso de produtos químicos, alguns produtores de rosas já estão interessados no projeto. “Este projeto é uma alternativa ao uso de produto químico, que é prejudicial e causa resistência das pragas, logo, ele seria o método ideal para controlar isso”, disse a estudante de doutorado em entomologia, Ana Luiza Viana de Sousa.

Uma casa de vegetação da região já aplica os métodos. Os estudantes então observam os primeiros resultados e esperam tirar as conclusões para a próxima etapa da pesquisa, que é conseguir produzir as larvas em uma escala que seja suficiente para atender aos produtores. A expectativa para que isso aconteça e para que eles encontrem formas mais econômicas de reprodução é de 5 anos.

Pesquisa testa uso de larvas no combate à praga em lavouras em MG (Foto: Reprodução EPTV)
Pesquisa testa uso de larvas no combate à praga em lavouras em MG (Foto: Reprodução EPTV)

Fonte: G1 Sul de Minas

 

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