Período de safra favorece roubos de sacas de café no sul de Minas, diz Polícia Civil

A polícia ainda tenta localizar a quadrilha que roubou cerca de 200 sacas de café de um armazém em Campestre (MG) na noite de terça-feira (28). Cinco funcionários foram rendidos e obrigados a carregar um caminhão. Depois disso, eles ficaram trancados por quatro horas no local. Segundo a Polícia Civil, é justamente neste período de safra que os criminosos costumam agir.

Conforme a polícia, essas quadrilhas estudam bem a propriedade antes de entrar e roubar. Em um caso recente, em Divisa Nova (MG), os ladrões invadiram uma fazenda, levaram o café ensacado e ainda usaram a máquina para beneficiar parte dos grãos. Mais de 170 sacas foram recuperadas pela PM em Botelhos (MG).

“São pessoas que conhecem do produto que estão roubando e que vão vender. Eles fazem um levantamento prévio do local, sabem das saídas da cidade, das vias rurais, eles fazem esse levantamento, são pessoas que não trabalham, que vivem do delito. Então eles têm tempo, durante o dia, de pesquisar rotas de fuga. São pessoas armadas, uma quadrilha que procupa a polícia porque acaba colocando em risco a vida desses agricultores”, diz o delegado Sérgio Elias Dias.

O crime em Campestre foi o oitavo caso de roubo de café somente neste ano no Sul de Minas. Em janeiro, a Polícia Civil apreendeu 500 sacas de café tipo exportação roubados em uma fazenda em Monte Belo (MG). O produto foi recuperado em Muzambinho (MG) e Juruaia (MG). Em fevereiro, outra carga de 21 toneladas, avaliada em R$ 191 mil, que foi roubada no Porto de Santos, foi encontrada em Machado (MG). Em Abril, 20 toneladas foram levadas de um armazém em Guaxupé (MG).

Polícia diz que período da safra favorece roubos de sacas no Sul de Minas (Foto: Reprodução EPTV)
Polícia diz que período da safra favorece roubos de sacas no Sul de Minas (Foto: Reprodução EPTV)

O delegado regional de Poços de Caldas acredita que há relação entre os últimos crimes. “Pelo modus operandis, quantidade de elementos, o modo de abordagem, pelas proximidade das regiões, por se tratar de uma mesma região, a gente pode pensar que sim, que se trata de uma mesma quadrilha.

A orientação da polícia é para que os cafeicultores reforcem a segurança. Em uma fazenda em Poços de Caldas (MG), de onde os ladrões levaram 50 sacas em julho do ano passado, o número de câmeras dobrou e o café beneficiado não fica mais estocado na propriedade.

“O que a gente beneficia no dia, normalmente a gente manda esse café embora, não ficando aqui. A procura do bandido é pelo café acabado, o produto acabado. Então não tendo aqui, a gente corre menos o risco”, diz o gerente da propriedade, Marcos Augusto Palchi.

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