Operação da Polícia Civil cumpre 43 mandados em Três Pontas; 36 pessoas acabaram presas

Alvos são suspeitos de movimentar a maior parte do tráfico de drogas na cidade

A Polícia Civil cumpriu nesta quinta-feira (30), 43 mandados de prisão e 48 de busca e apreensão em Três Pontas. Segundo a Polícia Civil, 36 pessoas acabaram presas, entre elas, a psicóloga Louise Veloso, suspeita de chefiar uma das quadrilhas de tráfico na cidade.

A megaoperação foi chamada de “Aliado”, e teve como objetivo combater o tráfico de drogas. Os alvos da polícia foram os integrantes de duas quadrilhas responsáveis pelo comando do tráfico na região de Três Pontas.

Policiais civis, militares, com apoio do helicóptero “Carcará” da PC e do Canil do 24º Batalhão de Polícia Militar de Varginha, estiveram espalhados em vários bairros de Três Pontas cumprindo os mandados expedidos pela justiça. A operação teve apoio de 200 policiais e, segundo a polícia, foi uma das maiores já realizadas na cidade.

Psicóloga presa

Após a prisão, a psicóloga se diz inocente das acusações. “Ninguém tem envolvimento com nada. Só está acontecendo isso por causa do meu ex-namorado”, justificou ela.

Louise já trabalhou na prefeitura e é responsável pelo processo seletivo de uma grande empresa no município. Segundo o investigador Gustavo Felipe Domingos, a psicóloga “gerenciava uma célula que era vinculada a essa principal, do bairro Padre Vitor. Ela usava da sua influência, ela tem acesso a vários órgãos públicos, trabalha já no meio com pessoas usuárias de drogas”, explicou.

Mais presos

Mais pessoas acabaram detidas em outros locais da cidade. Duas delas são o namorado de Loise e a mãe de um dos comandantes das quadrilhas, de acordo com a polícia.

“Durante essa investigação, descobrimos duas quadrilhas que movimentavam o tráfico de drogas nessa cidade. Uma ajudava a outra no fornecimento de drogas”, informou o delegado Andrey Michel Alves.

A polícia quer apurar onde os envolvidos aplicavam o dinheiro do tráfico. Segundo informações, um dos suspeitos teria investido quase R$ 400 mil na construção de uma casa.

Investigações

As investigações começaram a um ano e oito meses e a grande maioria dos alvos já foram presos em operações realizadas ano passado.

Um forte esquema de segurança foi montado para a chegada dos presos na Delegacia de Polícia Civil no Centro. Várias ruas foram fechadas e o acesso esteve restrito à polícia na Praça Tristão Nogueira.

 

Fontes: Equipe Positiva e EPTV / Fotos: Polícia Civil

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