Número de assaltos assusta donos de postos de combustíveis

O número de assaltos a postos de combustíveis tem preocupado comerciantes no Sul de Minas. Ao menos duas das maiores cidades da região, Varginha e Itajubá, tiveram aumento deste tipo de ocorrência no primeiro semestre deste ano. Para se proteger, algumas cidades estão criando redes de monitoramento vinculadas à Polícia Militar. Três cidades do Sul de Minas já aderiram ao sistema.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o número de furtos e roubos em postos de combustíveis cresceu em dois dos maiores municípios do Sul de Minas. Em Varginha, foram nove ocorrências em todo ano passado, e só no primeiro semestre deste ano, já foram 11. O mesmo número tem Itajubá neste último semestre, quando em 2014, foram registrados oito casos no mesmo período.

O aumento nos roubos e a violência acabam desanimando quem trabalha no setor. Em Itajubá, após um assalto em que o funcionário foi espancado, um posto deixou de atender 24 horas. Dois homens encapuzados entraram no escritório e agrediram o funcionário, até ele cair no chão. O gerente, que preferiu não ser identificado, diz que o frentista chegou a ficar desacordado por causa da agressão e essa não foi a primeira vez que o local é assaltado.

Outro posto da cidade, somente este ano, já foi assaltado quatro vezes. “Um dia, dois, três depois [do assalto] a polícia começa a passar [perto do posto], mas depois some. Eu já estou contando, já faz mais de 15 dias que eu não vejo um carro de polícia passar no posto”, reclama o gerente do local, que também preferiu não ser identificado.

Postos de combustíveis geralmente têm uma movimentação de dinheiro, e muitos ficam em lugares movimentados, o que aumenta a vulnerabilidade. “A gente dá essa atenção, contudo a gente não consegue atender a todos os postos e a todo instante. Uma simples instalação de câmeras, uma placa ‘você está sendo filmado’, já pode inibir a atuação de infratores e também auxiliar na repressão”, diz o tenente da Polícia Militar, Elvis José Ribeiro da Rocha.

 

O tenente diz ainda que chamou os donos dos postos de Itajubá para uma reunião sobre a segurança, mas só quatro dos 12 empresários compareceram. “Nos propusemos a passar orientações, convidamos todos, mas infelizmente a adesão foi pequena e essa questão da medida de autoproteção é importante”, completa o tenente.

Rede de monitoramento

 

Uma alternativa para inibir a ação de criminosos tem ganhando força no Sul de Minas. A Rede de Postos Protegidos, sob a coordenação da Polícia Militar, usa um aplicativo de mensagens para agilizar a troca de informações com empresários e funcionários de postos. Alfenas, São Sebastião do Paraíso e Guaxupé já foram incluídas no projeto.

“Nós orientamos as pessoas para que elas fiquem atentas ao que está acontecendo ao seu redor para que então ela passe as informações à Polícia Militar. E hoje a comunicação através das redes sociais é muito mais rápida que nós temos, e isso facilita, porque uma pessoa que está sendo vítima ou identifica uma pessoa suspeita aqui nesse local, eu consigo comunicar com todos os outros locais. Então essa rede auxilia muito na identificação e no alerta quanto a suspeitos”, explica o capitão da PM, Edilson Ramirez.

 

Com a Rede de Postos Protegidos, o número de ocorrências tem diminuído. Só em janeiro deste ano, em São Sebastião do Paraíso, foram registrados sete assaltos. Depois da criação da rede, houve em média menos de um caso por mês na cidade.

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