Moradores fazem passeata pedindo cuidados na Serra da Boa Esperança

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Moradores de Boa Esperança, fizeram, nesta segunda-feira (28), uma passeata pedindo a conservação do Parque Estadual da Serra da Boa Esperança. O incêndio durou seis dias e consumiu mais da metade da serra. Foram destruídos 3105 hectares. A medição dos estragos foi feita pelo Instituto Estadual de Florestas. Segundo o IEF, o fogo destruiu cerca de 1,9 mil hectares do parque, o que representa 32 por cento da área de preservação.

Com faixas e cartazes, alunos de escolas municipais participaram de uma caminhada para chamar a atenção das autoridades para o incêndio. “[Queremos] conscientizar essa nova geração que está vindo [sobre a] preservação da serra, dos recursos todos”, conta Otávio Rondini, professor de educação física.

João Marcelo, de 12 anos, também participou do protesto. O menino faz parte de um grupo de defensores da natureza e diz que ficou preocupado com o que viu depois da queimada. “Eu fiquei triste, porque como que o ser humano é capaz de fazer isso para um bem tão precioso de Boa Esperança?”, questionou.

O biólogo Fábio Diniz conta que não é possível medir os estragos, tanto pela quantidade de árvores destruídas, quanto pelo dano ao ecossistema. “Ela [a serra] tem valores que são imensuráveis. É um bioma de transição, nós estamos aqui entre a Mata Atlântica e o serrado, então isso faz ser mais especial ainda. Existe mais diversidade ainda por causa desses diferentes tipos de vegetação que existem ali”.

O biólogo defende ainda a implantação de um plano de gestão para o parque, que está previsto na legislação, mas que na prática ainda não existe. “Ele tem que conter objetivos que sejam bem claros para todos, tanto para a gente, quanto para a população que mora lá dentro do parque, porque nós precisamos ter eles como parceiros dessa unidade”, afirma Diniz.

 

 

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