Ministério Público denuncia quatro pessoas por fraude ao INSS

O Ministério Público Federal em Pouso Alegre, denunciou quatro pessoas por fraude em documentos para conseguir benefícios irregularmente no INSS. As investigações apontaram que as fraudes aconteceram entre junho de 2007 e julho de 2010. O prejuízo à Previdência é de mais de R$ 140 mil.

Ainda segundo o Ministério, os denunciados fraudavam documentos criando pessoas fictícias. Depois, com a ajuda de uma servidora do INSS, eram aprovados benefícios para pessoas que não existiam. O grupo contava ainda com a participação de uma senhora, que durante quatro anos foi enganada. Era ela quem ia até as agências bancárias na região para sacar os benefícios. Em troca, o grupo pagava entre R$ 50 e R$ 100 para a senhora.

“Os vizinhos dessa senhora desconfiaram que todo mês alguém ia lá [na casa] buscá-la para andar durante todo o dia, desconfiaram de alguma coisa e informaram a PM. A polícia abordou essa senhorinha junto com a mãe da advogada para averiguar qual era o motivo daquela situação. Ao fazer essa abordagem, a PM encontrou com a mãe da advogada uma gama de documentos que, em principio, pareciam ser falsos, e ai a investigação deslanchou com auditoria dentro do INSS. As constatações foram feitas e ao final [houve] o indiciamento de todos os envolvidos”, explicou Thiago Severo Rezende, Delegado da Polícia Federal.

Uma advogada de 36 anos foi apontada pelo Ministério Público como a responsável por falsificar carteiras de trabalho. A mãe dela, uma mulher de 66 anos, e o irmão da advogada, de 33 anos, também foram apontados como integrantes da quadrilha.

 

Desvios teriam acontecido entre junho de 2007 e julho de 2010 em Pouso Alegre (Foto: Reprodução EPTV)
Desvios teriam acontecido entre junho de 2007 e julho de 2010 em Pouso Alegre (Foto: Reprodução EPTV)

A quarta investigada é a ex-servidora do INSS. De acordo com a Polícia Federal, não há indícios da participação da funcionária, de 64 anos, que na época trabalhava na Previdência, e segundo a denúncia, não exigia documentos que seriam obrigatórios para aprovar os benefícios. Segundo a polícia, neste caso, houve uma falha no sistema previdenciário.

Ao todo, segundo a investigação, o grupo fraudou 18 benefícios previdenciários. A polícia encontrou irregularidades como concessão de benefícios em horários não compatíveis com o horário de atendimento da agência, requerimentos de benefícios de pessoas diferentes, mas com fotos iguais, e adulteração de carteiras de trabalho.

“Eles vão responder por estelionato consumado contínuado, porque foram várias os crimes contínuados, e a depender do entendimento, por formação de quadrilha, além de uso de documento falso, fabricação do documento falso. Todos esses crimes foram arrolados nos relatórios que arremetidos ao Ministério Público Federal”, disse o delegado.

O caso já foi encaminhado para a Justiça que pode abrir o processo penal intimando os denunciados, ou pode rejeitá-lo. Neste último caso, cabe ao Ministério Público Federal o direito de recorrer da sentença.

Fonte: G1 Sul de Minas

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