Minasul estima queda de 33% na safra de Café Arábica em 2021

Segundo a cooperativa, estimativa é receber 1,3 milhão de sacas em 2021 de seus cooperados, ante 2 milhões na safra anterior.

O Brasil exportou 3,1 milhões de sacas de café em janeiro deste ano, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. A receita cambial gerada com os embarques no mês foi de US$ 404,13 milhões, equivalente a R$ 2,2 bilhões de reais, alta de 10,2% em relação a janeiro de 2019, se considerarmos a conversão em reais. O preço médio da saca de café foi de US$ 128,41. Os dados são do relatório compilado pelo Cecafé, Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.

Com relação às variedades embarcadas, o café arábica representou 84,2% do volume total de café exportado em janeiro, com 2,6 milhões de sacas embarcadas. O café solúvel representou 8,1% dos embarques no mês, com 254 mil sacas exportadas, e o café conilon (robusta) representou 7,7% de participação nas exportações, equivalente a 241,5 mil sacas. Destaque para esta última variedade de café, que registrou crescimento de 7,9% no período em comparação com o volume embarcado em janeiro de 2019.

Em Varginha

Em contato com a Cooperativa de Café Minasul, localizada em Varginha, foi informado ao CSul que, no mês de janeiro foram exportadas 35 mil sacas de café arábica. Segundo a cooperativa, o valor da saca no mês ficou em torno de R$ 600,00. Atualmente, o valor médio da saca é cotado a R$ 675,00. Segundo a Minasul, a estimativa é que a produção nacional de café arábica fique em 30 milhões em 2021, apresentando queda de 33% em relação à 2020.

Ainda conforme a cooperativa, em 2020 foram recebidos dos cooperados 2 milhões de sacas, e na safra 2021 (atual), montante a ser recebido de ser de apenas 1,3 milhões de sacas, queda de 33%.

Chuvas abaixo da média afetam enchimento de grãos no Sul de Minas

Reprodução CCMG

A redução na safra de café em 2021 deve ser muito pior do que em outros anos de bienalidade negativa. Para a variedade arábica, é normal uma colheita maior em um ano, seguida de outra menos produtiva no ano seguinte, pela própria característica da planta. Mas as condições climáticas adversas, com muito calor e falta de chuvas na época da florada, em outubro passado, já acendiam o alerta de que desta vez as perdas seriam maiores.

Depois de quinze dias seguidos sem chuvas em janeiro, quando ocorre o enchimento dos grãos, a preocupação cresceu ainda mais, principalmente no sul de Minas Gerais, maior região produtora do café arábica do mundo. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é de quebra de 43% na safra de café no estado, que detém cerca de metade da produção nacional.

Além disso, os grãos que não caíram devido à falta de água, ainda devem ter desenvolvimento menor, com impacto direto na qualidade final da bebida, de acordo com o gerente regional da Emater–MG em Guaxupé, Willem de Araújo. “O déficit hídrico no ano passado causou abortamento das flores e, em janeiro, na fase de enchimento dos frutos, os poucos que tinham vingado caíram, porque tivemos 15 dias sem chuva, e seria justamente o período em que os frutos precisariam de água para crescer”, explica.

*Com informações CCMG / Foto destaque: iStock

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