Liminar suspende greve da Saúde em pronto atendimentos de Pouso Alegre

postoA greve dos servidores da Saúde de Pouso Alegre, foi considerada irregular pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Segundo liminar expedida na tarde desta terça-feira (11), enfermeiros, auxiliares administrativos e de enfermagem devem voltar aos postos de trabalho, sob risco de terem o ponto cortado e sofrerem um processo administrativo. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Pouso Alegre (Sisempa) disse que os grevistas acataram a liminar.

“O município entende que é uma greve sem justo motivo, que vem prejudicando a população, e por isso entrou com uma ação”, disse a secretária municipal de Saúde, Giselly Gianini Pelegrini, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (12).

Desde o dia 4 de agosto, os dois pronto atendimentos da cidade, localizados nos bairros São João e São Geraldo, estavam em greve. Com a paralisação de parte dos funcionários, apenas os atendimentos de urgência e emergência vinham sendo mantidos. Os médicos não aderiram ao movimento que reivindicava o pagamento integral de horas extras, maior oferta de medicamentos, equipamentos e manutenção de uma ambulância no bairro São Geraldo.

O presidente do sindicato, Luís Antônio dos Santos, informou que a decisão judicial foi acatada e que os funcionários voltaram ao trabalho. Segundo funcionários do bairro São Geraldo, a greve foi encerrada na tarde desta terça, logo que saiu a liminar da Justiça.

Segundo a liminar, caso a greve fosse mantida os servidores poderiam ter o ponto cortado, além de sofrerem um processo administrativo. O Sisempa também estaria sujeito a uma multa de R$ 5 mil por dia de descumprimento da decisão.

Reivindicações trabalhistas
De acordo com a secretária de Saúde, todas as reivindicações feitas pelos servidores foram atendidas. O posto do bairro São Geraldo voltou a ter expediente até às 22h, medicamentos e materiais estariam sendo fornecidos e uma ambulância foi colocada à disposição da unidade.

“O problema da ambulância é que o motorista estava de férias, mas o serviço foi regularizado”, garantiu Giselly. “Não há uma crise na saúde pública do município, como vem sendo veiculado. Quanto aos atendimentos de alta complexidade, o município tem cumprido com suas obrigações contratuais e repassa anualmente R$ 54 milhões para o Hospital das Clínicas Samuel Libânio”, declarou em resposta às recentes críticas da direção da instituição.

Com a greve nos pronto atendimentos, diretores do hospital afirmaram que a unidade estava sobrecarregada e que não havia recursos suficientes para suportar um aumento de cerca de 30% na demanda.

saude

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