Justiça conclui que ex-diretor da Santa Casa de Poços foi assassinado

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais concluiu que o ex-diretor da Santa Casa de Poços de Caldas, Carlos Henrique Marcondes, conhecido como Carlão, foi assassinado em abril de 2002. Na época, ele foi encontrado morto dentro do carro próximo à casa onde morava, no bairro Bortolan. Durantes as investigações, o inquérito da Polícia Civil apontou que ele havia se matado com um tiro na boca. Depois disso, o processo chegou a ser arquivado arquivado pelo Ministério. No entanto, o caso foi reaberto em 2013.

Segundo a decisão do TJMG, ainda não se chegou à autoria do crime. Por telefone, familiares informaram que ficaram aliviadas por saberem da decisão.

Marcondes foi diretor administrativo da Santa Casa durante um período de crise na instituição. Denúncias de cobranças irregulares de pacientes e do Sul, além de uso irregular de verba pública, recaíam sobre ele. Na época, também corriam as primeiras investigações sobre transplantes ilegais de órgãos na Santa Casa.

Depois que a Polícia Civil concluiu que a morte aconteceu por suicídio, o promotor do caso, Wagner Iemini Filho, pediu novas apurações. No entanto, o processo acabou arquivado. Em fevereiro de 2013, o caso foi reaberto após a condenação de quatro médicos acusados de envolvimento no que ficou conhecido como “Caso Pavesi”.

Santa Casa de Poços de Caldas (Foto: Reprodução EPTV)
Justiça conclui que ex-diretor da Santa Casa foi assassinado em 2002 (Foto: Reprodução EPTV)

 

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