Instalada Frente Parlamentar Mista em Defesa do Lago de Furnas

Na manhã da última terça-feira (9), o salão nobre da Câmara dos Deputados sediou a instalação da Frente Parlamentar Mista em Defesa de Furnas, presidida pelo deputado Diego Andrade (PSD-MG) e composta por 402 deputados e 50 senadores.
Presidente da Frente, Diego Andrade considerou que Furnas é uma companhia lucrativa, que representa um patrimônio do povo brasileiro.

“Minas Gerais passa pela maior crise da sua história, e Furnas é o nosso mar, que surgiu em um momento de criação de um novo país por JK. Não podemos permitir que a nossa geração seja marcada por destruir o país. Não se pode comparar Furnas com outras companhias que dão prejuízo. O setor energético é estratégico e é importante que não aconteça com Furnas o que houve com a Cemig recentemente”, comentou.

Ainda de acordo com Diego Andrade, “há tempos o baixo nível de Furnas vem trazendo prejuízos ao Sul de Minas, como a falta de investimentos, queda no potencial turístico, desenvolvimento do setor e da economia de todos os municípios abrangidos. Furnas é um patrimônio do povo brasileiro e precisa manter um olhar social para nossas cidades.”, concluiu o deputado.

História
A história das Furnas Centrais Elétricas está associada ao desenvolvimento do país nos anos JK. Considerada a primeira grande hidrelétrica brasileira, tornou-se depois empresa de economia mista gerida pela Eletrobras, a maior empresa de eletricidade da América Latina. Furnas é considerada sua maior subsidiária, presente em 14 estados e no Distrito Federal.

Gerada principalmente por hidrelétricas, sua energia abastece 63% dos domicílios brasileiros e regiões onde são produzidos 81% do PIB nacional. Em 2018, a empresa distribuiu R$ 699 milhões e a holding R$ 345 milhões, mais que o dobro os dividendos pagos pela Eletrobras.

Atualmente, a empresa está sendo alvo de um possível processo de privatização, ainda sem um modelo definido, mas dentro de um plano de capitalização da estatal. Segundo especialistas, o cenário atual de liberalização do setor também prevê que as possíveis novas empresas passem a ter liberdade para a definição de preços.

Fonte: Henrique Nunes / Equipe de Comunicação do Confea Foto principal: Henrique Nunes / Equipe de Comunicação do Confea

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *