Detentos trabalham para redução de pena em Pouso Alegre

A Prefeitura de Pouso Alegre e a Secretaria de Administração Penitenciária fecharam uma parceria pelo período de 1 ano para que presos trabalhem na limpeza e conservação de ruas e prédios públicos. Os homens estão trabalhando na limpeza de ruas e avenidas e lotes abandonados. Já as mulheres fazem a limpeza e a manutenção de escolas, além de prédios públicos.

Nesta semana, oito detentos começaram a fazer a limpeza das ruas. Como pagamento, eles recebem a remissão da pena. A cada três dias trabalhados, eles reduzem um dia na condenação. Segundo a prefeitura, a parceria é necessária, já que o cofre do município, segundo o prefeito Rafael Simões (PSDB), está no vermelho e existe uma carência de mão de obra para esse tipo de trabalho.

“O serviço está sendo de muito boa qualidade, eles têm trabalhado sem parar, fazendo os intervalores regulares e eles estão muito motivados”, disse o prefeito Rafael Simões (PSDB).

A parceria também se estende a seis detentas da Apac, a Associação de Assistência e Proteção aos Condenados. Elas estão fazendo faxina em prédios públicos, como escolas.

Parceria entre prefeitura e secretaria será por 1 ano em Pouso Alegre. (Foto: Reprodução EPTV)
Parceria entre prefeitura e secretaria será por um ano em Pouso Alegre. (Foto: Reprodução EPTV)

“O voltar ao convívio social, ao convívio com a comunidade, sem se preocupar com o que elas fizeram, ninguémm perguntaram o que elas fizeram, elas foram ajudar a comunidade e isso no processo delas, é muito importante”, disse o gerente de desenvolvimento humano, Geraldo de Carvalho.

Apesar da parceria ter duração de 1 ano, o objetivo é estender o prazo e ampliar o número de detentos trabalhando.

“A experiência é nova, bem pesado, desgastante, mas não tem o que fazer, é a oportunidade que a gente está tendo e tem que abraçar ela. Só de ter saído de trás das grades e vir aqui respirar um ar puro, vendo as pessoas, convivendo novamente com a sociedade, já muda bastante, conforta a gente, e só vai criando esperanças”, disse o detento Fabrício Ferreira Costa.

Fonte: G1 Sul de Minas

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