Cooparaíso deve se fundir com cooperativa de SP para vencer crise

As diretorias da Cooparaíso de São Sebastião do Paraíso e da Coopercitrus de Bebedouro (SP), entraram num acordo e devem se fundir. Segundo o presidente da Coopercitrus, José Vicente da Silva, que atua no ramo da cana de açúcar, laranja, cereais, pecuária e café, cooperativa quer ajudar a manter o cooperativismo na Cooparaíso.

O presidente da Coopercitrus falou como será a participação deles na fusão. “Nós vamos arrendar e alugar todos os imóveis e armazéns, lojas que a Cooparaíso tem. Nós vamos também assumir as funções da revenda que a Cooparaíso detém. Nós estamos também trabalhando com algumas ações financeiras no sentido de tirar algumas despesas que a Cooparaíso tinha de estocagem, etc, com empresas que eram especializadas em serem fiéis depositárias. Ou seja, nós estamos procurando enxugar todas as despesas, inclusive pegando funcionários da Cooparaíso e aumentando a receita. Dar condições para a Cooparaíso melhorar o resultado dela”, disse Silva.

O presidente falou também sobre a relação com os cooperados. “Nós vamos passar a atender os cooperados com créditos, venda de insumos, com troca por café, com tratores, máquinas, etc, que é o que nós fazemos melhor”, disse.

Silva disse ainda que quer dar condições para a Cooparaíso acertar as contas, principalmente, com os pequenos produtores e que vai levar adiante o plano de capitalização. “Eu acho um fato de muita importância, porque isso vai ajudar a Cooparaíso a regularizar as pendências dela, a gente vai poder devolver essa saca de café que foi capitalizada”, completou.

O presidente da Coopercitrus comentou também que as demissões na Cooparaíso, na semana passada, não tem nenhuma relação com a negociação entre as duas cooperativas.

A diretoria acredita serem necessários R$ 40 milhões para manter a Cooparaíso em atividade. Somente para cooperados, a Cooparaíso deve R$ 7 milhões. Outros R$ 5 milhões são devidos a fornecedores e há ainda R$ 18 milhões de café negociados na bolsa de mercadorias que, futuramente, precisam ser pagos aos cooperados, porém esse montante não é considerado pela diretoria como dívida já que não venceu e nem tem prazo pra ser pago.

Para quitar esses R$ 30 milhões, foi criado um projeto de capitalização em que os produtores emprestariam uma saca de café por hectare. A intenção é captar 100 mil sacas de café e levantar R$ 40 milhões com o plano.

As 100 mil sacas colocariam em dia as contas da Cooparaíso e ainda sobraria dinheiro. Pagando os cooperadores, fornecedores e os R$ 18 milhões da trava do café, sobrariam ainda R$ 10 milhões para a cooperativa.

Oitocentos cooperados aderiram ao plano de capitalização dentro do prazo até meados de julho, o que contabiliza 32 mil sacas de café. O produtor que ainda não assinou o termo de adesão passou a ser notificado por correspondência para comparecer a uma unidade da Cooparaíso.

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