Conta de luz e títulos bancários foram usados em furto à Prefeitura de Ibitiúra de Minas

Uma conta de luz no valor de quase R$ 90 mil e oito títulos bancários foram usados no furto de recursos depositados pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM) na conta bancária da Prefeitura de Ibitiúra de Minas. O crime aconteceu em 20 de abril, mas só foi descoberto cinco dias depois e desfalcou o município em R$ 234.518,58. A polícia investiga se hackers estão envolvidos na operação.

A tesoureira da prefeitura, Cláudia Lopes Guimarães, foi a primeira a perceber a invasão. Após o feriado de Tiradentes, ela consultou o extrato bancário do município. “Fiquei assustada. Fiquei muito nervosa. Porque eu pensava pra onde foi esse dinheiro”, diz.

Prefeitura de Ibitiúra de Minas, (Foto: Michel Diogo/Reprodução EPTV)

Cláudia relata que foi justamente o pagamento de conta de luz na conta do FPM que a alertou quanto à existência de um golpe. “A gente paga as contas da prefeitura, que é da iluminação pública, mas todas debitadas na conta de Belo Horizonte, que é a conta da iluminação pública, que é feita através de um ofício assinado por mim e pelo prefeito. Então logo eu verifiquei que havia alguma coisa de errado”, recorda.

Imediatamente, a administração municipal pediu o bloqueio de todas as contas para impedir novas movimentações. No mesmo dia, a agência do Banco do Brasil, onde as transações ocorreram, registrou outra tentativa de acesso às contas da prefeitura, mas, dessa vez, nenhum valor foi retirado.

Um inquérito foi aberto pela Polícia Civil na última sexta-feira (5) e funcionários da prefeitura começaram a ser ouvidos nesta segunda-feira (8). O delegado Fabiano Roberto Mazzarotto Gonçalves aponta várias questões ainda precisam ser respondidas. “Averiguar se existe um programa espião, de onde veio essa transação, quem efetivamente fez, para que a gente continue nas investigações.”

O prefeito José Tarciso Raymundo disse que, mesmo com as investigações em andamento, o município foi ressarcido. Devido ao bloqueio das contas, apenas o salário dos servidores foi pago com atraso. “O pagamento atrasou um pouquinho, mas já foi creditado sexta-feira passada. Os funcionários todos já receberam. Nunca [tinha visto algo parecido].”

Por meio de nota, o Banco do Brasil informou que tem 90 dias para emitir um laudo técnico com as causas da invasão. O banco explicou que as movimentações financeiras de prefeituras são feitas em conjunto por pelo menos dois representantes autorizados e que o cliente é ressarcido quando é detectada alguma movimentação irregular.

Delegado de Ibitiúra de Minas, Fabiano Mazzarotto (Foto: Michel Diogo/Reprodução EPTV)

Fonte: G1 Sul de Minas

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