Com nove casos de febre amarela, região tem 4 mortes confirmadas

Segundo boletim epidemiológico desta terça-feira (6), a Secretaria de Estado de Saúde confirmou mais duas mortes por febre amarela na região.

As mortes confirmadas são de dois moradores de Conceição dos Ouros e outros três casos de pacientes que não evoluíram para óbito também foram confirmados.

O Sul de Minas já totaliza nove casos confirmados de febre amarela, sendo quatro com mortes. Esse número pode ser ainda maior, já que outros casos foram confirmados por secretarias municipais, mas ainda não aparecem no boletim oficial do Estado.

Mortes confirmadas na região

  • 1 morador de Poço Fundo;
  • 1 turista de São Paulo que esteve em São Tomé das Letras;
  • 2 moradores de Conceição dos Ouros.

Casos confirmados sem morte

  • 1 em Poços de Caldas;
  • 1 em São Sebastião da Bela Vista;
  • 3 em São Tomé das Letras.

6º macaco morto em Varginha

No último sábado (3), a Vigilância Epidemiológica de Varginha encontrou mais um macaco morto, em uma estrada do bairro rural do Salto. O animal já estava em estado de decomposição e deverá ser encaminhado para análise à Fundação Ezequiel Dias – Funed.

Já somaram seis animais mortos na cidade. Por enquanto, em nenhum deles foi confirmada a presença do vírus da febre amarela, mas todos estão sob análise.

De acordo com informações da assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal, já foi feito um trabalho de vacinação na região onde o macaco foi encontrado. Os agentes de saúde devem retornar ao bairro para verificar se algum morador ficou sem a vacina.

Minas Gerais

O atual surto de febre amarela no Estado já é mais letal que o da temporada 2016/2017 da doença, até então considerado o pior já registrado pelo Ministério da Saúde.

Dados divulgados nesta terça-feira (6), pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) mostram que já são 61 mortes em decorrência da virose em seu tipo silvestre e 164 casos confirmados – praticamente 50% deles na Região Metropolitana de BH.

A taxa de letalidade também é maior que a do mesmo período da temporada passada, quando, em 6 de fevereiro, o estado divulgou que 59 pessoas haviam perdido a vida. Na época, eram 167 diagnósticos confirmados.

A preocupação maior na atual temporada é com o Sul e o Nordeste do estado, onde há municípios com baixa taxa de vacinação.

O período 2016/2017 terminou em junho do ano passado com números alarmantes. Foram 475 casos confirmados e um total de 162 mortes. Em 6 de fevereiro do ano passado, 852 notificações da febre amarela já tinham sido registradas. Além dos 59 óbitos confirmados, o estado investigava outros 138. Os dados divulgados ontem pela SES mostram que a taxa de letalidade está ligeiramente maior em 2018, atingindo 37,2%. No período anterior, nesta mesma data, era de 35,3%. O índice de infectados que morreram já foi maior no começo deste ano, chegando quase a 80%.

Brasil

O País confirmou 353 casos e 98 óbitos no período de 1º julho de 2017 a 6 de fevereiro deste ano. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 509 casos e 159 óbitos.

O Ministério da Saúde atualizou nesta quarta-feira (7), as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. No período de monitoramento (de 1º de julho/2017 a 6 de janeiro de 2018), foram confirmados 353 casos de febre amarela no país, sendo que 98 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 1.286 casos suspeitos, sendo que 510 foram descartados e 423 permanecem em investigação, neste período.

No ano passado, de julho de 2016 até 6 janeiro de 2017, eram 509 casos confirmados e 159 óbitos confirmados. Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.

Foto: Reprodução

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