Ciclistas protestam por mais áreas para bicicletas em Poços de Caldas

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Um grupo de ciclistas fez um protesto neste domingo (9) em Poços de Caldas, para pedir a ampliação das ciclovias na cidade. Atualmente o município tem pouco mais de 162 mil habitantes, 97.580 veículos e 15 quilômetros de ciclovias divididos em dois trechos. Um passa pela avenida João Pinheiro e o outro começa na Avenida Vereador Edmundo Cardillo e segue até a zona sul. Para os ativistas do movimento “Pedala Poços”, a cidade precisa de uma malha cicloviária bem maior.

O grupo saiu da porta da prefeitura e seguiu até a Rua Marechal Deodoro, que passa por obras. Um plano elaborado pelo próprio grupo prevê 130 quilômetros de ciclovias. Na via, eles pintaram imagens de bicicletas para simbolizar que ali deveria existir uma ciclovia.

“Tem muitas vantagens em ter mais ciclovias na cidade, uma delas é não poluir o meio ambiente com a queima de petróleo, sem falar que quem pedala mantém o corpo saudável, não faz barulho, pode acessar mais facilmente o comércio”, disse o idealizador do movimento Álvaro Danza Vilela.

Os cicloativistas esperam que a construção de uma ciclovia seja incluída no projeto de revitalização da Marechal Deodoro. A rua é muito usada por quem deixa a cidade em direção a outros municípios mineiros e também é a principal ligação entre a zona leste e o Centro.

“É muito importante ter uma ciclovia aqui, até porque isso constava no projeto original. É uma via com comércio forte, mas o projeto que está sendo executado não tem ciclovia. Ela foi suprimida dele. Queremos uma readequação, voltar ao projeto original”, disse Álvaro.

Para o arquiteto e urbanista Frederico Dolabella, o uso da bicicleta deveria ser incentivado na cidade. “Seria importante desestimular o uso dos carros, quanto mais investir em bicicletas, melhor. Eu não uso carro durante os dias de semana, somente uso bicicleta e percebo que gasto o mesmo tempo que os carros, na Avenida João Pinheiro”, comentou.

Procurada, a prefeitura informou que vem discutindo a implantação do projeto de melhorias na Rua Marechal Deodoro há mais de um ano, mas que agora, com o projeto em andamento, é difícil alterá-lo. Mas há um projeto para criar ciclofaixas em vários pontos da cidade, aos domingos.

Ciclovias em outras cidades do Sul de Minas
Mas não é apenas em Poços de Caldas que a via exclusiva para bicicletas é vista como uma alternativa para aumentar a segurança no trânsito. Em Pouso Alegre, quem anda de bicicleta também gostaria que mais ruas tivessem o espaço. Em Varginha, já existe um projeto para a criação destas áreas.

Com mais de 130 mil habitantes e quase 63 mil veículos, Varginha não possui ciclovias. A prefeitura já elaborou um projeto para transformar a extensão da antiga linha férrea, que corta parte da cidade, em uma via exclusiva para ciclistas.

“A ideia é transformar o trecho em ciclovia, mas o problema do trânsito ainda é maior, quem precisa de bicicleta não resolve apenas com a linha férrea sendo uma ciclovia. As pessoas utilizam as principais avenidas com fluxo alto de carros e convivem diariamente em situação de cisto”, disse o empresário Eduardo Tardioli.

Quem comenta também é o gerente administrativo Alisson de Oliveira Lima, que sempre pedala com o filho na cidade e não concorda em ter que disputar espaço com os carros nas vias públicas. “Falta respeito do pessoal no transito, com as bicicletas, quando veem criança não muda nada, precisa sim de espaço especifico”, pontuou.

A assessoria de imprensa da prefeitura divulgou que ainda são feitos estudos e que não existe um prazo para execução do projeto de construção da ciclovia na cidade, com 6 quilômetros de extensão.

Já em Pouso Alegre há uma faixa exclusiva para bicicletas na avenida Vicente Simões, mas a permissão só vale aos domingos, das 8h às 16h. O município tem 142 mil habitantes e frota de pouco mais de 77,5 mil veículos e conta também com um trecho de ciclovia na Avenida Dique II, o que facilita o acesso entre o Centro os bairros como o Costa Rios. Juntas, a ciclofaixa e a ciclovia têm mais de 3 quilômetros de extensão.

A prefeitura informou que o plano de mobilidade urbana, que deve ser encerrado em janeiro do ano que vem deverá contemplar um estudo para implantação de ciclovias.

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