Câmara questiona falta de cadeirinha infantil em carro acidentado da prefeitura de São Sebastião do Paraíso

A Câmara de Vereadores de São Sebastião do Paraíso (MG) formulou um ofício para a prefeitura questionando o motivo de um menino de 3 anos ter viajado em um carro do município sem ser transportado na cadeirinha infantil. O veículo da Saúde que levava outros dois pacientes para Belo Horizonte (MG) se envolveu em um acidente na MG-050, em Itaúna (MG), na manhã desta segunda-feira (5).

Ninguém ficou gravemente ferido no acidente, mas o caso preocupou autoridades na cidade. Já que, além de não estar em uma cadeirinha, exigida por lei para o transporte de crianças, o menino não usava o cinto de segurança. Segundo a mãe, não foi a primeira vez que isso aconteceu.

“Ele comentou, perguntou se eu tinha, eu falei que não tinha. Aí ele perguntou se na primeira vez, ele tinha ido de cadeirinha. Eu falei que não. Ele nem perguntou [mais] nada e ficou por isso mesmo. É a segunda vez [que vai assim]”, explicou Luciene de Jesus Lima, mãe do menino.

Carro da prefeitura de São Sebastião do Paraíso (MG) em que menino de 3 anos era transportado não tinha cadeirinha (Foto: Reprodução EPTV)
Carro da prefeitura de São Sebastião do Paraíso (MG) em que menino de 3 anos era transportado não tinha cadeirinha (Foto: Reprodução EPTV)

A mãe do garoto disse ainda que abraçou o filho durante o acidente, o que pode ter protegido a criança. Segundo ela, o veículo capotou algumas vezes antes de parar. “O carro capotou duas vezes e andou 100 metros arrastando. Então nós lembramos mais da faísca, que foi a hora que a gente estava de ponta-cabeça que deu para ver”, disse a garçonete.

Ela e o filho, que desde os 8 meses de vida sofre com disfunção da tireoide, iam para a capital mineira levar resultados de exames para um médico endocrinologista. Após o acidente, o transporte oferecido pela prefeitura foi motivo de discussão na Câmara de Vereadores e um ofício foi encaminhado ao prefeito questionando o motivo da criança estar sendo transportada de forma irregular. Além disso, o documento também questiona a necessidade do paciente ter que fazer uma viagem tão longa para fazer o tratamento de saúde. Quase 7 horas de viagem.

Mãe do garoto disse que abraçou o filho durante o acidente com o carro da prefeitura de São Sebastião do Paraíso (MG) (Foto: Reprodução EPTV/Cacá Trovó)

Mãe do garoto disse que abraçou o filho durante o acidente com o carro da prefeitura de São Sebastião do Paraíso (MG) (Foto: Reprodução EPTV/Cacá Trovó)

“A gente tem percebido muitos pacientes tendo que ir para fora e o que nos chamou a atenção foi uma criança. Mais uma vez uma criança tendo que sair de Paraíso para fazer o tratamento. E a falta da cadeirinha, no acidente, para nós foi um fato grave”, contou Marcelo Moraes, presidente da Câmara de Vereadores.

Segundo o coordenador de transportes da Secretaria Municipal de Saúde, Fernando da Paixão, o departamento possui as cadeirinhas próprias para o transporte exigido para as crianças. Além disso, os motoristas recebem uma lista com o nome e a idade dos pacientes antes das viagens.

“É obrigatório o uso da cadeirinha. A obrigação que todos os motoristas têm é que devem usar a cadeirinha. Inclusive na relação de viagem vem constando a idade do paciente para ver qual tipo de cadeirinha se adequa”, disse o coordenador de Transporte da Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo coordenador de transportes da Secretaria Municipal de Saúde, departamento possui as cadeirinhas obrigatórias (Foto: Reprodução EPTV/Cacá Trovó)
Segundo coordenador de transportes da Secretaria Municipal de Saúde, departamento possui as cadeirinhas obrigatórias (Foto: Reprodução EPTV/Cacá Trovó)

Ainda segundo o coordenador, o departamento deu uma advertência para o motorista que não cumpriu com a exigência do uso da cadeirinha. “É de responsabilidade do motorista. Todo mundo sabe que tem que usar”, disse Paixão.

A prefeitura informou ainda que vai responder ao pedido de informações do Legislativo assim que receber os questionamentos. Sobre o tratamento, a prefeitura alegou que a região de saúde que atende a cidade não tem especialistas em endocrinologia infantil e, por isso, o menino teve de ser levado para a capital.

Fonte: G1 Sul de Minas

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