Aumento no número de vereadores volta a ser debatido em Itajubá

O aumento no número de vereadores em Itajubá, está em discussão entre câmara municipal e moradores. Em fevereiro de 2013, uma mudança na composição da casa foi aprovada pelos vereadores, passando de 10 para 17 cadeiras. A lei vale para próxima legislatura, em 2017, mas um novo projeto propõe outra alteração.

A proposta que tramita na câmara é de que, ao invés de ter 17, a cidade passe a ter 13 vereadores. No entanto, para parte da população, 10 já é um número suficiente para atender as necessidades locais. O debate foi assunto de uma audiência pública realizada na noite desta quarta-feira (9) na Faculdade de Medicina da cidade.

A audiência foi marcada por protestos, com vaias e cartazes, pedindo que os vereadores revejam o aumento de cadeiras na câmara. Para o estudante Guilherme Fonseca, o Legislativo ouvir os moradores.

“A gente quer que a vontade da população seja atendida pelos vereadores, que eles tenham um especial apreço pelo parágrafo primeiro do artigo primeiro da Constituição, que diz que o poder emana do povo, que compreendam isso e aceitem a posição do povo”, disse o estudante.

Para os vereadores
Alguns vereadores, no entanto, acreditam ser difícil voltar atrás de uma lei aprovada e que a audiência desta quinta-feira teve como objetivo apenas esclarecer sobre o aumento.

“Constitucionalmente, isso aqui é pra gente ouvir e prestar alguns esclarecimentos, porque a ação oficial mesmo, constitucional mesmo, é lá na câmara”, disse o vereador Rui Martins (PSL). “Eu sei o que nós temos passado lá na câmara com 10 vereadores. É muito difícil o trabalho. Com um número maior dá uma discussão maior e aumenta a representatividade da sociedade itajubense”, defendeu.

Atualmente, cada vereador recebe R$ 6,5 mil de subsídio por mês e cada assessor ganha, em média, R$ 2.250. Por acreditar que o aumento no número de vereadores vai onerar os cofres públicos, um grupo de empresários chegou a encomendar uma pesquisa, que mostrou em agosto que 91,4% da população rejeitava a decisão da câmara.

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