Ataíde Vilela, ex-prefeito de Passos, se entrega à polícia

O ex-prefeito de Passos (MG), Ataíde Vilela (PSDB), se entregou no final da manhã deste domingo (26) à Polícia Civil. Ataíde chegou acompanhado pelo advogado, e após meia hora na delegacia, foi encaminhado para o presídio da cidade pelo delegado de plantão.

Ataíde era considerado foragido da justiça desde o dia 22 deste mês. Cinco dias antes, em 17 de novembro, o Ministério Público pediu a prisão preventiva do político. Desde então, o prefeito não havia sido encontrado.

O político foi preso no dia 9 de novembro durante a Operação Purgamentum, mas conseguiu um habeas corpus e deixou a prisão no dia 15, até um novo mandado de prisão preventiva ser expedido, quando não foi mais encontrado.

Operação Purgamentum

A ação comandada pelo Ministério Público de Passos e de Ribeirão Preto (SP) investiga fraudes em contratos com empresas de coleta de lixo e limpeza urbana. A operação prendeu oito pessoas em Passos e mais envolvidos em seis cidades do interior de São Paulo – entre elas, a ex-secretária de Obras, Habitação e Serviços Urbanos de Passos, Sônia Maria de Oliveira.

Foram cumpridos 15 mandados de prisão, 44 de busca e apreensão e 11 conduções coercitivas. Os mandados foram expedidos pelas Varas Judiciais em Passos e Ribeirão Preto, com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e da Polícia Militar de São Paulo.

Segundo o Ministério Público, todos os presos estavam envolvidos em fraudes nos contratos e favorecimento de empresas de limpeza urbana. Ainda de acordo com o órgão, nas próximas fases da investigação serão avaliadas as movimentações financeiras dos investigado

Além das licitações, parte dos crimes aconteciam de três maneiras: primeiro no favorecimento da licitação da coleta de lixo. Depois, na adulteração da balança, sempre constando pesos a mais. Por último, na pesagem de caminhões com a mesma carga. A balança ficava a cerca de 10 Km do aterro. O mesmo caminhão pesava com a mesma carga duas ou três vezes ao dia. A prefeitura pagava a empresa por toneladas de lixo recolhido.

A investigação começou na 7ª Promotoria de Passos e se estendeu ao Estado de São Paulo há aproximadamente cinco meses, com apoio das unidades do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Ribeirão Preto, Campinas e São José do Rio Preto (SP).

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