Alunos mantêm ocupação em campus da Uemg

A ocupação do campus da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), em Poços de Caldas, completou 34 dias nesta quarta-feira (23). Segundo integrantes do Ocupa Uemg, o movimento deve seguir até a próxima terça-feira (29), dia em que a votação da PEC 55 será realizada em Brasília.

Uma faixa afixada no prédio mostra que os estudantes são contra a aprovação da proposta que limita os gastos públicos do Governo Federal com investimentos em saúde, educação e previdência pelos próximos 20 anos. Entretanto, eles dizem que também têm outras exigências.

“Nós temos uma pauta estadual que está relacionada à questão do curso fora de sede em Poços de Caldas, se tornar uma unidade, porque nós respondemos diretamente a Belo Horizonte. Então nós não temos uma autonomia para fazer com que o curso cresça e até mesmo a universidade possa proporcionar novos cursos, o que seria extremamente importante em Poços por se tratar de uma universidade estadual pública”, explicou a estudante Thaís de Carvalho.

Campus da UEMG em Poços de Caldas é ocupado contra PEC 241 (Foto: Marcelo Rodrigues/EPTV)
Campus da Uemg em Poços de Caldas continua ocupado contra PEC 55 (Foto: Marcelo Rodrigues/EPTV)

Ainda segundo a estudante, mesmo sem a realização das aulas do curso de Pedagogia, há mais de um mês, outras atividades estão sendo realizadas no local. “Nós estamos realizando diversas atividades abertas ao público, todas as noites, durante os horários que eram de aulas com professores voluntários. Nós temos palestreas, oficinas”, disse Thais de Carvalho.

No prédio, a entrada é controlada. Os nomes das pessoas que entram no local são anotados e repassados para a organização da ocupação. De acordo com integrantes do movimento, por dia, a rotatividade é de 70 alunos no campus. Entretanto, o número de estudantes que dormem no local não foi informado.

“Todas as alimentações a gente faz junto e cada um toma a frente quando quer agradar um ao outro. Então é bem colaborativo”, disse a estudante Karen Cristina Ferreira Lopes.

Fonte: G1 Sul de Minas

 

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