A Mulher é o show nesta Quinta da Boa Música

 Fundação Cultural de Varginha confirma a 298ª edição especial do Projeto Quinta da Boa Música, no dia 08/03/18, às 20h, na plataforma de embarque da antiga Estação Ferroviária de Varginha, apresentando uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher, com diversas atividades culturais pela tarde e shows à noite com a cantora Isabela Morais e convidados e Nita Rodrigues com a Banda Bud Pump. No repertório de tudo um pouco, autorais e covers de MPB, Pop, Rock, Blues e muito mais.

O DIA DA MULHER EM VARGINHA:

Em Varginha o Dia da Mulher será diferente. Pela primeira vez na história da cidade o importante Dia Internacional das Mulheres será marcado com a maior confraternização feminina de todos os tempos: A MULHER É O SHOW NO QUINTA DA BOA MÚSICA.

De 14h às 19h, nos trilhos e plataforma da Estação Ferroviária, os mais diversificados movimentos artísticos, culturais e sociais comandado pelas Mulheres. Apresentações musicais e poéticas, tendas com mostra da Arte Feminina, além de diversas ações socioculturais e da área de saúde.

Programação:

De 14h às 18h: Apresentações musicais das mulheres do Conservatório Estadual de Música com a participação de Kenya Fonseca, Vivian Peloso e Marly Tiso e do duo
Aquarela Musical com Valeria Cristina e Daniela Paiva.

Ao mesmo tempo teremos a participação de diversos órgãos públicos com a divulgação de vagas de emprego e diversas atividades socioculturais como corte de cabelo e avaliação capilar, tudo gratuito para as Mulheres.

14h às 19h – Tatuagens flash e exposição de ilustrações por JA NA INA.

17h às 22h – Exposições de Poesias por GRA ZI

De 20h às 22h, na plataforma de embarque da Estação, Intervenções poéticas com a atriz Rachel Mitidieri e shows das talentosas cantoras Isabela Morais e convidados e Nita Rodrigues e Banda Bud Pump.

 

O Projeto QBM:

O Projeto Quinta da Boa Música já no nono ano e na 298ª edição, foi criado em agosto de 2009 com a finalidade única de incentivar, apoiar e valorizar a produção musical na cidade e criar intercâmbios com grupos da região, do estado e de todo o País. Através da parceria com músicos e bandas que espontaneamente participam do projeto promove-se junto ao público de todas as idades e sem distinção qualquer, a oportunidade de laser, de entretenimento cultural, proporcionando ainda o acesso livre e gratuito aos bens culturais da cidade, ocupando o importante e histórico espaço cultural que é o conjunto arquitetônico da antiga Estação Ferroviária de Varginha, hoje tombado pelo Conselho do Patrimônio Cultural e mantido pela Fundação Cultural de Varginha.

O Projeto “QBM” é uma realização da Prefeitura de Varginha por meio da Fundação Cultural e especialmente nesta semana temos a parceria na Realização do Feminismo Popular de Varginha com o apoio da Loja Dona da Rua, CTB e Sinpro, do Espaço Livre Distribuidora, Policia Militar, Guarda Civil Municipal e de toda imprensa da região.

 Mais informações na Coordenadoria de Eventos com o Produtor Rosildo Beltrão pelo telefone (35) 3690 2708, ou pelo e-mail: eventos@fundacaoculturaldevarginha.com.br

 

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917.

Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. O Dia Internacional das Mulheres e a data de 8 de março são comumente associados a dois fatos históricos que teriam dado origem à comemoração. O primeiro deles seria uma manifestação das operárias do setor têxtil nova-iorquino ocorrida em 8 de março de 1857 (segundo outras versões em 1908). O outro acontecimento é o incêndio de uma fábrica têxtil ocorrido na mesma data e na mesma cidade. Não existe consenso entre a historiografia para esses dois fatos, nem sequer sobre as datas, o que gerou mitos sobre esses acontecimentos.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.

Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.

Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.

Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.

Hipátia foi uma astrônoma romano-egípcia, coincidentemente assassinada no dia 8 de março de 415.

A ideia da existência do dia Internacional da Mulher surge na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo, destacando-se Nova Iorque, Berlim, Viena (1911) e São Petersburgo (1913).

O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova York.

Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.

No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.

Poucos dias depois, a 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores – a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Trianglese tenha incorporado ao imaginário coletivo, de modo que esse episódio é, com frequência, erroneamente considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher.

Em 1915, Alexandra Kollontai organizou uma reunião em Christiania (atual Oslo), contra a guerra. Nesse mesmo ano, Clara Zetkin faz uma conferência sobre a mulher.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”

Berlim Oriental, Unter den Linden, (1951). Retratos de líderes daInternationalen Demokratischen Frauen-Föderation (IDFF), na 41ª edição do Dia Internacional da Mulher. Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo um dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu como celebração da “heróica mulher trabalhadora”. No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia uma ocasião em que os homens manifestavam simpatia ou amor pelas mulheres – uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores, pelos homens às mulheres.  O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na Bielorrússia, Macedónia, Moldávia e Ucrânia.

A data mantém hoje relevância internacional, e a própria ONU continuava a dinamizá-la, como sucedeu em 2008, com o lançamento de uma campanha, “As Mulheres Fazem a Notícia”, destinada a chamar a atenção para a igualdade de género no tratamento de notícias na comunicação social mundial.

Fonte: ASSCOM Varginha

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