A crise continua na região – Prefeitura de Guapé reduz horários de atendimento em órgãos e unidades de saúde

Devido ao atraso de repasses de verbas do Governo de Minas Gerais, várias cidades estão com problemas no departamento financeiro e lutam, de todos os modos possíveis, para vencer a crise que atinge os municípios. Nesta semana, a Prefeitura de Guapé anunciou cortes e medidas para conter a crise financeira que atinge o município, entre elas, a redução de horários de atendimento nos órgãos públicos e nas unidades de saúde.

A dívida do Estado com o município, até o dia 22 de novembro, já passava de R$ 4,5 milhões, de acordo com a Prefeitura.

As medidas afetaram várias secretarias do município: Gabinete; de Cultura, Turismo e Esportes; de Administração; de Educação; e de Saúde:

  • secretários e ocupantes de cargos comissionados foram exonerados;
  • rescisão de contrato de temporários e estagiários;
  • redução de horário de funcionamento dos órgãos públicos, 7h às 17h, para 7h às 13h;
  • redução de horário de funcionamento dos postos de saúde, 7h às 17h, para 7h às 13h;
  • cortes de funcionários e médicos (3);
  • cancelamento de festividades de fim de ano, Natal, Ano Novo e carnaval;
  • suspensão de requisições de compras para órgãos da prefeitura;
  • interrupção de convênios entre prefeitura e instituições;
  • encerramento das atividades das creches municipais feito no dia 30 de novembro;
  • remanejamento de funcionários da educação para atividades internas da secretaria e outras escolas para suprir as necessidades e vagas;
  • encerramento de transporte escolar no dia 7 de dezembro.

Segundo o prefeito da cidade, Nelson Alves Lara, “essas medidas são para que nós possamos manter os salários em dia. Eu vejo o seguinte, que a pessoa quando trabalha tem que receber o seu salário. Então nós fizemos a exoneração dos cargos de confiança e fizemos também a exoneração das pessoas que são efetivas e que ganham a sua gratificação. Para quê? Para que nós possamos realmente manter em dia os fornecedores e os serviços mais essenciais, que são saúde e educação”, afirmou.

Outras cidades

Outras cidades da região também tomaram medidas para amenizar a crise que assombra as prefeituras. Em Três Corações, o número de funcionários demitidos por corte de gastos já passa de 500.

Em Lavras, com a dívida de R$ 9 milhões na cidade, cerca de 3,5 mil alunos entre 0 e 3 anos tiveram que entrar de férias forçadas a partir da última sexta-feira (30). Os demais alunos terão aulas até 14 de dezembro. A colônia de férias, marcada para janeiro, também foi cancelada.

A divida do Estado com Passos já passa de R$ 48 milhões. Diante disso, a Prefeitura emitiu um decreto com medidas para eliminar os gastos do município, com início na última segunda-feira (3) e término no dia 1º de março. Com o decreto, fica proibido:

  • contratação de novos servidores e novos estagiários;
  • gastos feitos com deslocamento de servidores e com viagens;
  • o pagamento de 10 dias de férias vendidas;
  • pagamento de horas extras;
  • investimentos em obras do município e novas locações de imóveis.

No dia 30 de outubro, a Prefeitura de Poços de Caldas decretou estado de emergência devido a uma forte crise financeira que atinge o município. Segundo a administração municipal, motivo foi o atraso dos repasses estaduais, que já passa dos R$ 50 milhões.

Redação CSul – Iago Almeida / Fotos: Reprodução Prefeitura de Guapé

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