Wagner admite erro do PT ao não aprovar a reforma política em 2002

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Recebido como a principal liderança petista na etapa baiana do 5º Congresso Nacional do PT, que ocorrerá este mês em Salvador, o ministro da Defesa, Jaques Wagner conclamou os petistas a se portarem como o profeta Moisés – que não se amedrontou com as dificuldades e seguiu sua caminhado de 40 anos no deserto .

Ele disse, porém, que o PT tem que admitir que cometeu um erro ao não aprovar a reforma política em 2002 e com ela o fim do financiamento privado de campanha. “Fizemos um equívoco político de não termos assumido, em 2002, com o governo do Brasil e a liderança que a gente tinha, não termos desmontado a máquina de fazer política equivocada vigente no Brasil” .

Para Wagner, o PT se enganou ao imaginar que bastaria a vontade política ideológica para se sobrepor ” à máquina viciada da política” brasileira. “Individualmente não somos maiores que os outros”, afirmou Wagner, que em seu discurso fez questão de registrar sua “contraridedade” com o Diretório Nacional do PT, que aprovou resolução em que o partido fica proibido de receber financiamento privado.

Para o ex-governador, cabe agora ao PT no Senado e aos demais partidos de esquerda, modificar o “crime” aprovado esta semana no Congresso Nacional, dentro do projeto de reforma política. “Com todo respeito aos deputados que votaram, mas aquilo que foi aprovado não é uma reforma política, é um arremedo”, afirmou.

Wagner defendeu que a reforma política verdadeira tem que ser como a que a presidente Michelle Bachelet está fazendo no Chile, cujo governo passa por uma crise de corrupção, que mandou para o Congresso Nacional um projeto de financiamento “puro e absoluto” público. “O povo brasileiro precisa saber quanto custa a democracia no Brasil”.

Diferente

Para Wagner, o PT é diferente porque nasceu diferente dos outros partidos, mas n ão cabe afirmar que é mais ou menos honesto, por isso, não vai receber contribuição empresarial. “Ou muda a reforma política para a gente acabar com o financiamento privado ou não adianta a gente querer posar de mais honesto individualmente do que os outros”, defendeu Wagner.

No Congresso estadual do PT, no Fiesta Hotel da Bahia, com a militância e líderes petistas – a ausência do senador Walter Pinheiro foi percebida -, teve espaço para críticas ao ajuste fiscal. Aos gritos de “Ei Dilma, demita Levy”, militantes da corrente interna Diálogo e Ação Petista, interromperam o discursos de várias lideranças do partido.

O ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, acusado em processo de desvios de recursos na estatal, recebeu a solidariedade dos companheiros da partido.

 

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