Veja quem são as vítimas da tragédia de Janaúba

O Corpo de Bombeiros informou na manhã desta sexta-feira (6), um dia após a tragédia na creche “Gente Inocente”, em Janaúba, na região Norte de Minas, que sete óbitos foram confirmados até o momento: cinco crianças e dois adultos.

Entre as vítimas fatais estão a professora Heley de Abreu Silva Batista, 43, o suspeito do crime, Damião Soares dos Santos, 50, além de cinco crianças, todas elas com quatro anos.

Veja a lista dos mortos do atentado à creche. Foto: O Tempo

Heley de Abreu, a professora heroica

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Heley Abreu é uma das vítimas de ataque em creche de Janaúba
Heley Abreu é uma das vítimas de ataque em creche de Janaúba

A professora deu a sua vida para salvar a vida de crianças que estudavam na creche “Gente Inocente”. Com o próprio corpo em chamas, a professora tentava abafar o fogo ao mesmo tempo em que tirava os alunos pela janela – o vigia havia fechado a porta. A morte de Heley foi confirmada na noite dessa quinta-feira (5).

Professora há quase vinte anos, Heley era apaixonada por crianças e muito querida na cidade. A mãe da professora, dona Valda, disse que sua casa ficou lotada de visitas na tarde dessa quinta, quando a morte ainda não estava confirmada.

A perda que dona Valda teve nessa quinta remete à perda que Heley teve há 12 anos. A professora perdeu um filho recém-nascido após ele morrer afogado em uma piscina.

Juan Miguel, o mini-herói

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Juan Miguel
Juan Miguel

O ombro da mãe Janiqueli Silva Soares não terá mais o pequeno Juan Miguel Soares, de 4 anos. Janiqueli disse à reportagem de O TEMPO que o filho sempre dormia agarradinho com ela.

O menino sapeca como era conhecido pela família foi corajoso ao extremo antes de partir. De acordo com um vizinho da família, o menino salvou uma coleguinha do incêndio criminoso, mas quando voltou para buscar outro amigo, não conseguiu sair pela janela. Eles morreram abraçados.

Luiz Davi Carlos Rodrigues, do berço acolhedor

 

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Luiz Davi
Luiz Davi

O velório acontecido durante toda a noite na sala da casa era repleto de acolhimento e humildade. Enquanto lamentavam a morte do pequeno Luiz Davi, a família ainda teve tempo de pensar no perdão ao vigia Damião Soares dos Santos. “Esse homem estava sofrendo demais para fazer tanta gente sofrer assim”, disse a avó Hilda Rodrigues à reporter Joana Suarez, depois de dizer que se o vigia ainda estivesse vivo, ela reuniria todos os amigos para cuidar dele.

O pequeno havia passado recentemente por uma cirurgia no umbigo, o que tornou mais fácil o reconhecimento do corpo que estava bastante carbonizado.

Ana Clara Ferreira Silva, a dor da família

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Ana Clara
Ana Clara

A dor para a família de Luana Ferreira pode ser considerada uma das maiores nessa tragédia. Além de perder a pequena Ana Clara, de quatro anos no ataque, a mãe está com outras duas filhas no hospital de Montes Claros. Dividida entre estar com as filhas que lutam pela vida depois de inalarem grande quantidade da fumaça tóxica, Luana não teve tempo nem de velar o corpo da pequena Ana Clara. A tragédia só não foi pior porque um quarto filho de Luana não foi para a creche nessa quinta-feira porque estava com conjutivite.

Juan Pablo Cruz dos Santos

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Juan Pablo
Juan Pablo

Renan Nicolas dos Santos Silva

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Renan
Renan

Damião Soares dos Santos, o suspeito

CRÉDITO
Vigia
O assassino da creche

O principal suspeito do caso não levantava suspeitas acerca de sua personalidade. Damião Soares dos Santos, que trabalhava como vigia da creche e fazendo sorvetes e picolés, era querido pelas crianças da cidade. Nessa quinta-feira (5), no momento em que o vigia entrou na creche, ele estava com um pote de sorvete cheio de gasolina, que jogou no próprio corpo e nas crianças antes de atear fogo em si e abraçar os pequenos.

O delegado regional de Janaúba, Bruno Fernandes Barbosa, disse que, mesmo com as investigações mostrando que o crime foi premeditado, não descarta a possibilidade de Damião Soares dos Santos, 50, ter tido um surto psicótico nessa quinta-feira. Barbosa contou que o vigilante tinha psicopatia e vinha apresentando um comportamento estranho nos últimos tempos.

*Com supervisão de Cândido Henrique Silva 

Fonte: O Tempo

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