Veja os governadores eleitos com folga e candidatos que passaram por um triz para o 2º turno

Nas disputas para os governos dos estados, alguns candidatos foram eleitos com folga, enquanto outros passaram por muito pouco para o segundo turno.

No total, 13 governadores são definidos no 1º turno; 7 foram reeleitos. 13 estados mais o Distrito Federal terão 2º turno

Eleitos com folga e candidatos que passaram por pouco ao 2º turno — Foto: Arte G1
Eleitos com folga e candidatos que passaram por pouco ao 2º turno — Foto: Arte G1

No Ceará, Camilo (PT) foi reeleito governador com 79,96% dos votos válidos – um total de 3.457.556 votos. A diferença para o 2º lugar, General Theophilo (PSDB), foi de 2.969.118 votos. Theophilo teve 11,30% dos votos.

Em Alagoas, Renan Filho (MDB) foi reeleito governador com 77,3% dos votos válidos – um total de 1.001.053 votos. A diferença para o 2º lugar, Josan Leite (PSL), foi de 857.845 votos. Josan teve 11,6% dos votos.

Na Bahia, Rui Costa (PT) foi reeleito governador com 75,5% dos votos válidos. A diferença para o 2º lugar, Zé Ronaldo (DEM), foi de 3.593.796 votos. Zé Ronaldo teve 22,26% dos votos.

No 2º por um triz

Em São Paulo, Márcio França (PSB) passou para o 2º turno por uma diferença de 89.133 votos em relação ao 3º colocado, Paulo Skaf (MDB). A diferença foi de 0,44%, com 21,53% para França e 21,09% para Skaf. França vai disputar com João Doria (PSDB), que teve 31,77% dos votos.

Em Sergipe, Valadares Filho (PSB) passou para o 2º turno por uma diferença de 9.820 votos em relação ao 3º colocado, Eduardo Amorim (PSDB). A diferença foi de 0,99%, com 21,49% para Valadares e 20,50% para Eduardo. Valadares vai disputar com Belivaldo (PSD), que teve 40,84% dos votos válidos.

Em Rondônia, Coronel Marcos Rocha (PSL) passou para o 2º turno por uma diferença de 10.001 votos em relação ao 3º colocado, Maurão de Carvalho (MDB). A diferença foi de 1,3%, com 23,99% para Valadares e 22,69% para Maurão. Marcos Rocha vai disputar com Expedito Júnior (PSDB), que teve 31,59% dos votos válidos.

Minas Gerais

Após surpresa e arrancada no final da campanha, Romeu Zema (Novo) chegou ao segundo turno, sendo o mais votado pelo estado. Antonio Anastasia (PSDB) será o concorrente pelo Governo de Minas.

Com 100% das urnas apuradas, Zema teve 4.138.967 votos (42,73% dos votos válidos) e Anastasia teve 2.814.704 votos (29,06%).

Fernado Pimentel (PT), que tentava a reeleição, ficou em terceiro, com 2.239.979 votos, o que corresponde a 23,12% dos votos válidos.

Campanha

Na corrida eleitoral, Anastasia e Pimentel lideraram as pesquisas de intenção de votos para o governo do estado. Zema aparecia em terceiro nas pesquisas, se aproximando do candidato petista na última semana, mas virou, liderando a votação neste domingo.

O tucano, que governou Minas Gerais entre 2010 e 2014, sempre esteve ligado a Aécio Neves (PSDB), mas, nos atos de campanha neste ano, distanciou-se do senador que é réu por corrupção e obstrução de Justiça.

Zema é empresário e participou de uma eleição pela primeira vez. Na última semana, declarou apoio ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), além de pedir votos para João Amoêdo (Novo), do mesmo partido dele.

A crise econômica no estado e o parcelamento do salário dos professores foram temas constantes na corrida eleitoral. Os dois propuseram cortar o número de secretarias e cargos comissionados para reduzir gastos.

Anastasia afirmou que uma de suas prioridades é fazer o pagamento do funcionalismo público até o quinto dia útil. Zema declarou que só irá receber o salário de governador depois que o pagamento do funcionalismo for regularizado.

Propostas de Zema (Novo)

Durante a campanha, Zema se posicionou a favor do porte de arma. Em relação à situação financeira de Minas, propôs enxugar a máquina pública, fazendo corte de comissionados e secretarias.

Outra medida é governar com o primeiro escalão sem salários enquanto os servidores não receberem em dia.

Na saúde, disse que pretende fortalecer o atendimento regional. Defendeu privatizações das Companhias Energética de Minas Gerais (Cemig) e de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Propostas de Anastasia (PSDB)

Para solucionar a situação das contas do estado, Anastasia propõe cortar secretarias, cargos e privilégios, além de atrair empresas. A volta do pagamento do funcionalismo público no 5º dia útil também está entre as propostas.

Na área da saúde, tem como prioridade a conclusão de obras dos hospitais regionais a realização de parcerias com hospitais filantrópicos.

O tucano também quer fazer parcerias com o setor privado na área de infraestrutura, mas, em relação à gestão, diz que não pretende privatizar nenhuma estatal.

Fonte: G1 / Fotos: Reprodução

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