O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) apoia mais uma vez o Outubro Rosa,  campanha mundial que chama a atenção das mulheres para a necessidade de detectar o quanto antes o câncer de mama. Na maioria dos casos, a cura da doença está relacionada com o diagnóstico precoce.

Neste ano, por meio da Gerência de Saúde no Trabalho (Gersat), o Tribunal contribui para o Hospital Mário Penna, especializado em tratamento de câncer, com uma campanha para arrecadar produtos de higiene pessoal. A campanha começa no dia 14/10.

O Edifício Sede, na Avenida Afonso Pena, 4001, cobre-se de rosa todas as noites

Os pontos de coleta estarão nas seguintes unidades do TJMG na capital: Sede, Francisco Sales, Gutierrez, Raja e Fórum Lafayette.

Os servidores serão informados da campanha pelos meios de comunicação internos. E, para chamar a atenção também do público externo, o Palácio da Justiça e o Edifício Sede do TJMG estão iluminados de rosa.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente da doença no mundo e o mais comum entre as mulheres. O diagnóstico precoce é determinante para a cura e, por isso, os exames precisam ser prioridade, especialmente para mulheres a partir dos 40 anos.

Processo de cura

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Carla Nery superou o câncer duas vezes

A coordenadora da Central de Taquigrafia (Cetaq), Carla Nery, teve câncer duas vezes. O primeiro foi na tireoide e o segundo na mama. Nas duas vezes, como a doença foi descoberta no início, ela se tratou e se recuperou.

O primeiro câncer, de tireoide, foi detectado por uma médica do TJMG, quando a servidora tinha 35 anos e fazia seu exame admissional.

 

Depoimento

“Eu estava com 39 anos. Na mamografia de rotina não foi detectado, porém no ultrassom de mamas foi verificado um nódulo. Feita a biópsia, constatou-se um tumor de grau elevado de malignidade, porém bem pequeno. Fiz a cirurgia e no tratamento fui muito bem assistida. Foram em torno de sete meses de quimioterapia.

Passei por situações muito difíceis, tive meus leucócitos quase zerados, corri risco de morrer, mas com muita garra e fé, dei prosseguimento, sempre acreditando que sairia daquela situação bem e curada. Depois fiz a radioterapia por 30 dias, eu imaginava que aquela radiação era uma luz divina. Sempre pensei na cura, nunca pensava na morte, acho que isso me ajudou muito.

Quando entramos no tratamento, podemos ter fé, fazer tudo que é solicitado, mas realmente não sabemos o que vai acontecer.

Fiquei afastada do trabalho por quase um ano. Numa das perícias médicas aqui no Tribunal, um dos médicos solicitou à Gersat que me oferecesse um acompanhamento psicológico. Achei a atitude da instituição muito bacana, porque era o que poderiam fazer para mim na época. Me senti acolhida e agradeci a atenção, mas eu já estava fazendo acompanhamento psicológico.

Acho que a campanha Outubro Rosa não deveria ser só neste mês, deveria ter um alerta mensal para as mulheres, porque é de extrema importância a descoberta precoce da doença”.

Assessoria de Comunicação Institucional – Ascom