Renan nega acordo entre líderes para evitar prisões

O presidente do Senado, Renan Calheiros, nega que haja um acordo entre líderes para barrar eventuais prisões Montagem/Agência Brasil
O presidente do Senado, Renan Calheiros, nega que haja um acordo entre líderes para barrar eventuais prisões
Montagem/Agência Brasil

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou nesta quinta-feira (9) que haja na Casa um acordo entre os principais líderes para livrar senadores da prisão. Nesta terça (7) um pedido de prisão feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá (PMDB-RR) foi vazado pela imprensa.

— Não existe e não existirá porque o Senado praticará sempre a separação dos Poderes. Eu já disse isso e queria repetir. Nós não sabemos nem o conteúdo das delações, imagina fazer acordo? Quem está dizendo isso é porque quer mais uma vez deturpar as coisas.

Os pedidos também incluem a prisão domiciliar do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e a prisão do presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

De acordo com reportagem do Estadão Conteúdo, líderes da da base aliada e da oposição no Senado articulam um grande acordo para barrar no plenário da Casa eventual ordem de prisão provisória do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Mesmo com pedido de prisão aprovado pelo STF, a decisão precisaria ser referendada pela maioria dos senadores. Isso porque a Constituição Federal diz, no artigo 53, que deputados e senadores no exercício do mandato só podem ser presos por crime inafiançável e, neste caso, os autos precisam ser remetidos pelo STF em 24 horas para que a prisão seja aprovada pela maioria dos membros de cada casa.

Ao chegar ao Senado na manhã desta quinta, Renan Calheiros fez questão de dizer que vai continuar prestando esclarecimentos à Justiça:

— Vou aguardar a decisão do STF e eu mais do que ninguém tenho total interesse nos esclarecimentos dos fatos. E já fiz da minha parte, e o que era para ser feito, compareci, entreguei todos os meus sigilos e continuo à disposição. O esclarecimento é bom para todo mundo, mas especialmente bom para mim.

Pedidos

Nesta terça-feira (7), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR) ao STF (Supremo Tribunal Federal) sob a acusação de terem tentado obstruir a operação Lava Jato.

No caso de Sarney, que tem 86 anos, o pedido de Janot seria de prisão domiciliar em razão da idade avançada, mas o ex-presidente da República teria que usar uma tornozeleira eletrônica.

O procurador-geral da República também pediu a prisão do presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A decisão do ministro Teori Zavascki de afastá-lo do cargo, no mês passado, não teria sido suficiente porque ele ainda tem poder de interferir no andamento dos trabalhos na Casa.

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