Queda da temperatura aumenta riscos para a população de rua

queda da temperatura registrada nos últimos dias na capital paulista aumenta os riscos a que a população em situação de rua está exposta. Segundo o coordenador da Pastoral do Povo de Rua, padre Júlio Lancelotti, o frio já está aumentando a demanda por abrigos.

“Nós já estamos vivendo madrugadas muito frias”, enfatizou em entrevista à Agência Brasil. Ele disse que cresceu o número de pessoas que buscam um lugar mais protegido entre os que são atendidos no centro de acolhimento mantido na Paróquia São Miguel Arcanjo, na Mooca, zona leste paulistana. “Só ontem (13), eu tinha uma lista de 40 ou 50, e, hoje(14), vários pediram novamente lugar de acolhida”, disse.

Em julho de 2019, pelo menos quatro pessoas em situação de rua morreram devido ao frio na capital paulista. Neste ano, a situação pode se agravar com a pandemia do novo coronavírus (covid-19). As últimas informações da Prefeitura de São Paulo indicam que 22 pessoas em situação de rua morreram devido a doença. Existe, segundo o censo divulgado pela prefeitura em janeiro, mais de 24 mil pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo.

De acordo com o padre Lancelotti, a prefeitura abriu vagas em abrigos para pessoas identificadas ou com suspeita da covid-19. No entanto, os locais, segundo o padre, não permitem o isolamento das pessoas. “Eles ampliaram o número de vagas nos chamados abrigos emergenciais. Mas são todas vagas em lugares grande, lá no Pelezão [espaço esportivo na zona oeste da capital], no Centro Esportivo da Mooca. Em lugares específicos para pessoas que estejam com confirmação ou suspeita de covid”, disse.

Fonte:Notícias ao Minuto/ Foto:iStock

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