Produtores apostam na rochagem para melhorar o solo e fortalecer as plantas

Com potencial para beneficiar praticamente todas as culturas, os remineralizadores têm ganhado espaço nas lavouras

Atualmente, o Brasil depende da importação de matérias-primas para a fabricação de fertilizantes. E, para suprir essa carência, é no próprio solo que o país vem buscando alternativas.

Há dois anos, o Ministério da Agricultura publicou uma instrução normativa que regulamentou o registro, a comercialização e o uso na agricultura dos chamados “remineralizadores”, também conhecidos como rochagem e agrominerais.

Remineralizadores são materiais de origem mineral, que sofrem redução e classificação de tamanho por processos mecânicos. Por meio da adição de nutriente, eles alteram os índices de fertilidade do solo, melhorando as propriedades físicas e a atividade biológica.

Por serem triturados, os produtos da rochagem são conhecidos como “pó de rocha” ou “rocha moída”. Grande parte dos minerais que compõem essas rochas são ricos em silício, cálcio, potássio e magnésio, além de outros elementos benéficos para as plantas. Já foram realizadas pesquisas com culturas de soja, milho, cana, café e braquiária e os resultados são muito animadores.

No final de 2018, a Embrapa, juntamente com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), divulgou o Mapa de Zoneamento Agrogeológico do Brasil. Segundo o documento, 20% da superfície do território brasileiro contém rochas com potencial para agricultura. Um outro dado interessante do estudo mostra que esses agrominerais podem beneficiar 80% da agricultura intensiva do país. Na Região Sul, esse número chega a 100%.

Os remineralizadores já são utilizados há algum tempo na produção ecológica. E produtores adeptos desse modelo empresarial de produção vêm buscando alternativas para os insumos químicos utilizados nas plantações. Normalmente, aqueles que utilizam pó de rocha também buscam técnicas de manejo menos agressivas como, por exemplo, o controle biológico.

Fonte: tupacomunicacao / Foto: Araci Molnar Alonso/Embrapa Cerrados

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