Ministro diz que Forças Armadas estão prontas para ajudar a Colômbia

Horas depois da tragédia com o avião que levava a equipe de futebol da Chapecoense (SC), e jornalistas, o ministro da Defesa, Raul Jungmann declarou, na manhã desta terça-feira (29), no Recife, que as Forças Armadas Brasileiras estão prontas para ajudar o governo colombiano. “Estamos prontos para atender a qualquer chamamento que se faça necessário, nos planos humanitários, de resgate e de investigação das causas do acidente aéreo”, disse o ministro.

Jungmann participou, nesta terça, da solenidade de despedida dos integrantes da missão humanitária que vai para o Haiti. A solenidade aconteceu na Base Aérea do recife, na Zona Sul da capital pernambucana.

Segundo o ministro, o governo brasileiro está à disposição das autoridades colombianas para o que for preciso. “Estamos aguardando a solicitação deles e a determinação  do presidente da República do Brasil, Michel Temer. Temos equipes de resgate mobilizadas e de investigação de acidentes aéreos, como o Centro de Investigação e Prevenção a Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)”, disse.

Antes de embarcar para o Recife, Jungmann afirmou para a GloboNews que a Aeronáutica irá disponibilizar quatro aeronaves para o transporte de familiares das vítimas do acidente aéreo com o time da Chapecoense e para translado dos corpos. A Força Aérea Brasileira (FAB) também vai levar autoridades catarinenses para a Colômbia.

De acordo com o ministro da Defesa, um avião C-99 da Força Aérea Brasileira (FAB) irá decolar ainda nesta terça de São Paulo em direção a Colômbia transportando 13 pessoas, entre as quais o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon.

Outra aeronave, que está na Base Aérea do Rio, será disponibilizadas  para levar familiares de vítimas ao território colombiano. Além disso, ressaltou Jungmann, dois aviões Hércules C-130 ficarão de prontidão em Manaus para o transporte dos corpos das vítmas.

Missão
Sobre a missão para o Haiti, Raul Jungmann disse que é um orgulho para o Brasil poder ajudar a manter a paz e a tranquilidade no país  da América Central.  São 850 militares e 120 homens de engenharia e logística.

“Eles saem daqui como Capacetes Azuis para reforçar o trabalho das Nações Unidas.  “Essa missão foi treinada no Nordeste e tem o mesmo nível das outras. Vamos mostrar que somos capazes e compromissados. Que temos condições de sermos portadores da cultura brasileira”, acrescentou.

O ministro disse que essa poderá ser a última das missões no Hati. “Estamos esperando as negociações entre os governos para saber como vamos proceder. Temos um papel importante, ainda mais depois  que o Haiti sofreu outro problema, com o Furacão Mathew”, ressaltou.

Despedida dos militares que vão para o Haiti (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)
Despedida dos militares que vão para o Haiti (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

A tragédia
Dois pernambucanos que jogavam pelo time estavam no avião. A família do capitão da Chapecoense, Cleber Santana, ainda tem esperanças de que ele seja encontrado vivo. Cleber é um dos dois pernambucanos que estão na lista oficial de passageiros do voo que transportava a delegação da Chapecoense para Medelin, na Colômbia. O avião da LaMia, matrícula CP2933, sofreu um acidente na madrugada desta terça-feira (29).

O capitão do time tem 36 e é pai de dois filhos, um de 14 e outro de 11 anos. Nascido em Abreu e Lima, no Grande Recife, Cleber deu início a sua carreira no Sport Clube do Recife. Antes do Chepecoense, onde está há dois anos, ele jogou pelo Vitória, Santos, São Paulo, Atlêtico Paranaense, Avaí, Flamengo, Criciúma, o japonês Kashiwa Reysol, e os espanhóis Atlético de Madrid e Mallorca.

Ele coleciona títulos como Campeonato Pernambucano e Nordeste pelo Sport, Campeonato Baiano e Taça Estado da Bahia pelo Viória, Campeonato Paulista pelo Santos, Liga Europa e Copa Intertoto da EUFA pelo Atlético de Madrid, Campeonato Catarinense pelo Avaí e Chapecoense, além de Melhor jogador do Campeonato Catarinense em 2012.

Kempes, Chapecoense (Foto: Reprodução/RBS TV)
Kempes é natural de Carpina, na Mata Norto de PE (Foto: Reprodução/RBS TV)

O outro pernambucano que consta na lista oficial dos que estavam no avião é o atacante Everton Kempes, natural de Carpina, na Mata Norte do estado. O G1 tenta localizar a família do jogador.

Com 34 anos, ele  tem passagem pela Portuguesa, pelo Vitória, Ceará, América Mineiro, e pelos japoneses Cerezo Osaka e JEF United Ichihara Chiba. Ele disputaria a final da Copa Sul-americana com a camisa do Chapecoense.

O acidente
Segundo a imprensa local, a aeronave com o time catarinense perdeu contato com a torre de controle às 22h15 (local, 1h15 de Brasília) e caiu ao se aproximar do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, perto de Medellín.

O Comitê de Operação de Emergência (COE) e a gerência do aeroporto informaram que a aeronave se declarou em emergência por falha técnica às 22h (local) entre as cidades de Ceja e La Unión. Anteriormente, a imprensa colombiana informou possível falta de combustível como causa do acidente. Mas a mídia local informou que o piloto despejou combustível após perceber que o avião iria cair.

Segundo a rede de TV Caracol, da Colômbia, a aeronave sumiu do radar entre La Ceja e Abejorral.

Uma operação de emergência foi ativada para atender ao acidente. A Força Aérea Colombiana dispôs helicópteros para ajudar em trabalhos de resgate, mas missões de voos foram abortadas nesta madrugada por causa das condições climáticas. Choveu muito na região na noite de segunda, o que reduziu muito a visibilidade.
Equipes chegaram ao local do acidente por terra, mas o acesso à região montanhosa é difícil e a remoção é lenta.

Local do acidente com a eronave da Chapecoense (Foto: Editoria de Arte/G1)
Local do acidente com a eronave da Chapecoense (Foto: Editoria de Arte/G1)

A companhia
A LaMia (Línea Aérea Mérida Internacional de Aviación) é uma companhia de aviação que foi inicialmente constituída na Venezuela no ano de 2009 e depois mudou sua sede para a Bolívia (Santa Cruz de la Sierra).

A empresa vem sendo desenvolvida para voos não regulares (charter), com o objetivo de permitir o desenvolvimento de atividades no país e no exterior, com aeronaves de grande porte – de passageiros e de carga.

Fonte: G1

 

 

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