Minas Gerais teve oito policiais expulsos por mês nos últimos três anos

Seis policiais militares presos por suspeita de apreender armas e revender para criminosos de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Um delegado de Venda Nova, na capital, suspenso por supostamente receber propina para arquivar investigações sobre traficantes. Ambos os casos aconteceram no fim do ano passado e suscitaram trabalhos de investigação nas corregedorias. Nos últimos três anos, esse tipo de atuação rendeu 290 expulsões de policiais civis e militares de Minas – uma média de oito por mês. O número sobe para 380 quando contabilizados os servidores afastados.

De acordo com a Polícia Civil, os principais motivos dessas demissões são crimes contra a administração pública, como concussão (exigir vantagem indevida), extorsão e corrupção passiva. Já a Polícia Militar (PM) cita crimes contra o patrimônio, concussão e delitos de deserção (quando o militar não comparece ao trabalho por mais de oito dias sem apresentar justificativa).

Para especialistas ouvidos pela reportagem, o cometimento de crimes por policiais é grave, e o trabalho de apuração das corregedorias deveria ser conduzido por um órgão independente das polícias, evitando o corporativismo e garantindo transparência. Atualmente, as transgressões de policiais são investigadas pelas próprias corporações.

Motivação. Crimes contra a administração pública estão entre os principais motivos para expulsões
Motivação. Crimes contra a administração pública estão entre os principais motivos para expulsões

Fonte: O Tempo

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