Metrô fechado e congestionamentos em vários pontos de BH

A greve geral desta sexta-feira (30) já causa transtornos para quem desloca para o trabalho na região metropolitana de Belo Horizonte. Com as estações de metrô fechadas, a única opção para muitos são os ônibus, porém, devido à manifestações, o trânsito já está complicado em diversas regiões.

Apesar da divulgação da adesão dos metroviários à paralisação ainda nesta quinta-feira (29), muitas pessoas foram surpreendidas com as portas das estações fechadas. A auxiliar de serviços gerais Maria do Carmo Alves Teixeira conta que pega o metrô até o centro e lá usa ainda um ônibus. “Falaram que ia parar, mas hoje de manhã vi que seria só em São Paulo e acabei vindo pra estação. Agora vou tentar arrumar um ônibus que vai para o centro”, disse.

A diarista Vanessa Aparecida de Souza, de 37 anos, trabalha em Sabará. “Contava com o metrô, e agora vou ter que voltar para casa, pois não sei nem qual ônibus que pega e a empresa só me dá a passagem da integração”, reclama. Arlene Lopes, de 42, trabalha no Hospital Odilon Behrens, e reclama que faltou aviso aos usuários. “Se tivesse algum aviso, eu não tinha vindo para cá. Dava meu jeito”, afirma.

Foto Divulgação

Mas não foi só os usuários do metrô que foram afetados. Na avenida Cristiano Machado, na altura do bairro Palmares, manifestantes queimaram pneus no início dessa manhã. A Polícia Militar (PM) acompanhou o protesto, que teve as chamas debeladas pelo Corpo de Bombeiros e a via acabou liberada ainda por volta das 8h. Porém, o trânsito continua muito complicado no sentido centro. Para piorar a situação, um acidente próximo à estação São Gabriel completou o caos na avenida, que é um dos principais corredores até o centro da cidade.

Além disso, na avenida Padre Pedro Pinto um grupo de manifestantes fecha a alça de acesso à estação Venda Nova. Uma equipe da BHTrans se desloca para o local e ainda não se sabe se os ônibus estão sendo impedidos de rodar.

Os motoristas também enfrentam lentidão na BR-381 devido a um protesto na avenida Cardeal Eugênio Pacelli, na Cidade Industrial, em Contagem. O TEMPOesteve no ato, que é promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelo Movimento de Luta dos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e conta com cerca de 200 pessoas. A PM está fazendo a escolta dos manifestantes.

“Hoje é dia de greve geral, todas as centrais sindicais, os movimentos sociais, todos unidos contra o governo que consideramos ilegítimo, contra as reformas trabalhista e da previdência. São direitos históricos que estão sendo retirados”, explicou Stefani Marques, assessor político do Sindicato dos Metalúrgicos.

 

Fonte: O Tempo

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