Ex-governador de MG, Azeredo se entrega à polícia em Belo Horizonte

Condenado em segunda instância a 20 anos de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB) se entregou às autoridades na tarde desta quarta-feira (23), em Belo Horizonte.

Mais cedo, o tucano havia sido considerado foragido pela Polícia Civil, visto que tinha o paradeiro desconhecido.

Azeredo é o único político condenado e preso pelo chamado “mensalão tucano”, esquema que teria desviado recursos para campanha eleitoral do ex-governador em 1998.

Eduardo Azeredo foi condenado sob a acusação de ter desviado R$ 3,5 milhões para a campanha eleitoral de 1998, quando foi derrotado por Itamar Franco na disputa pela reeleição. O dinheiro seria destinado para o patrocínio do Iron Biker, Supercross e Enduro da Independência – todos eventos esportivos.

O esquema envolveria a Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig), a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge).

Habeas Corpus

Carlos Mário da Silva Velloso, advogado do ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB), afirmou nesta quarta-feira que a defesa espera para hoje a decisão sobre o habeas corpus, impetrado para manter o tucano em liberdade até que se esgotem todos os recursos possíveis contra a sentença que o condenou a 20 anos e um mês de prisão.

O argumento é que o ex-governador ainda pode recorrer ao STJ com recurso especial e ao Supremo Tribunal Federal com recurso extraordinário. Esses recursos, no entanto, só podem ser ajuizados depois que o acórdão com a decisão do TJ for publicado.

“Esses recursos não tem efeito suspensivo. Todavia, a lei que regula os recursos estabelece que pode haver entendimento pela susp ensão, argumentou Velloso, que já foi presidente do STF.Para Ele, a prisão imediata tem o efeito de impedir que o réu exerça o direito de recorrer em liberdade aos tribunais superiores.

Sobre o fato de Azeredo não ter sido localizado pela Polícia Civil e não ter se apresentado, o advogado foi enfático. “Ele foi levado a isso pelo descumprimento da lei por parte do TJ”.

Fontes: EM e Notícias ao Minuto / Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara

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