‘Estupro é a maior violência à dignidade da mulher e deve ser duramente reprimido’, diz Ministro da Justiça

O Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse nesta sexta-feira (27), em nota, que repudia veementemente ‘o hediondo crime praticado contra uma adolescente de 16 anos’.

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Ministro Alexandre de Moraes irá ao Rio e discutirá assunto com Beltrame Rodrigo Paneghine/SSP

Para o ministro, o estupro representa a maior violência à dignidade da mulher e deve ser duramente reprimido.

Alexandre de Moraes conversou nesta sexta (27) por telefone com o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, e colocou a pasta à disposição da secretaria para auxiliar nas investigações. Beltrame e Moraes terão reuniões nesta segunda-feira (30) sobre Olimpíadas que já estavam agendadas, e aproveitarão esses encontros para discutir também o estupro coletivo.

Após a publicação dessa reportagem o Ministério da Justiça resolveu adiantar o encontro entre Moraes e Beltrame para as 17h desta sexta.

Na terça-feira (31) haverá uma reunião no Ministério da Justiça com todos os secretários de Segurança Pública do Brasil sobre o combate à violência contra a mulher.

33 traficantes

O estupro coletivo de uma jovem de 16 anos aconteceu no último sábado (21), no morro da Barão, em Praça Seca. A vítima, que foi dopada, só ficou sabendo que havia sido estuprada quando viu as imagens pela internet. Segundo a defesa da vítima, ela foi até a comunidade para encontrar o namorado, no sábado (21). Em depoimento à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, ela afirmou que não lembra do crime, mas acordou no domingo (22) e viu 33 homens armados com fuzis e pistolas em volta dela.

A mãe da adolescente relatou que temeu pela vida da filha ao ver o vídeo do crime circulando nas redes sociais. Ela descobriu o que tinha acontecido apenas quando viu a repercussão na internet.

— Eu fiquei surpresa porque nunca achei que eles fossem capazes de tanta barbaridade.

A adolescente relatou que após despertar sentia fortes dores, apesar de não saber o que aconteceu. Depois, ela disse que pegou um táxi para voltar para a casa em que mora com a mãe. Ao chegar em casa, percebeu que o telefone celular havia ficado na comunidade. Na terça-feira (24), ela voltou ao local para pegar o celular e não voltou mais até ser resgatada por um agente comunitário.

Na quarta-feira (25), um suposto agente comunitário a encontrou, dopada, e levou para a casa da mãe, que ficou aliviada em reencontrar a filha. Ela afirma que ao ver o vídeo, na manhã de quarta, pensou que não veria mais a filha viva.

— Fiquei muito transtornada e naquele momento só pedia para Deus que ela estivesse viva ainda, e que voltasse com vida, do jeito que estivesse.

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