ES abre procedimentos contra 155 policiais envolvidos na paralisação

Sesp tinha anunciado medidas contra 161; diferença ainda não foi explicada.
Sesp tinha anunciado medidas contra 161; diferença ainda não foi explicada.

A Polícia Militar do Espírito Santo publicou, nesta terça-feira (14), no Diário Oficial do Estado, a instauração dos primeiros Inquéritos Policiais Militares (IPMs) e processos administrativos que podem terminar na demissão de 155 militares envolvidos no aquartelamento.

Veja lista dos policiais militares que respondem por envolvimento na paralisação

Na segunda-feira (13), o governo do estado anunciou que seriam publicados os procedimentos contra 161 policiais, mas no Diário Oficial foram encontrados 155. O G1 aguarda um posicionamento da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) sobre a diferença entre os números.

Depois da publicação no Diário Oficial, as mulheres que fazem o protesto em frente aos quarteis informaram que uma reunião na manhã desta terça-feira vai decidir o que será feito sobre os indiciamentos.

Inquéritos
As publicações são dos primeiros inquéritos instaurados de 703 policiais militares investigados. Caso sejam condenados, os militares podem pegar de 8 a 20 anos de detenção.

A condução dos inquéritos vai ficar a cargo da Corregedoria da PM. Quando concluídos, serão encaminhados para o Juízo de Direito da Vara da Auditoria Militar, que vai enviar o processo para análise da Promotoria de Justiça junto à Vara da Auditoria Militar. Segundo o Ministério Público Estadual, cabe a um promotor avaliar cada inquérito e decidir se denuncia os militares e propõe uma ação penal ou se arquiva os casos.

Os processos de demissões têm prazo inicial de 30 dias para serem concluídos, segundo o governo.

Foram publicados os inquéritos de dois tenentes-coronéis; um major; e um capitão da reserva remunerada.

Além disso, foram publicados o “Procedimento Administrativo Disciplinar Rito Ordinário”, para quem tem menos de 10 anos de PM, ou Conselho de Disciplina, para quem tem mais de 10 anos de PM, dos policiais militares.

Fonte: G1

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