Equipe de Dilma defende recuo sobre volta da CPMF

Diante de reações negativas, a equipe da presidente Dilma Rousseff passou a defender fortemente que o governo recue da decisão de propor a recriação da CPMF.

Uma reunião foi chamada neste sábado (29), no Palácio da Alvorada para bater o martelo. Auxiliares presidenciais que na sexta-feira defendiam a proposta hoje já falam que não há alternativa a não ser recuar.

“Melhor ficar com o bicho menor, que é o deficit nas contas”, disse um interlocutor presidencial sob condição de anonimato.

Pesou para a mudança de opinião da equipe do governo a repercussão negativa de empresários brasileiros que, até agora, vinham se posicionando contra o impeachment da presidente.

Dilma Rousseff poderá se definir neste sábado ou fechar a posição do governo em outra reunião que está prevista para este domingo (30).

Ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse neste sábado (29) que as críticas às discussões do governo para recriar a CPMF “é uma forma ardilosa de interditar o debate”.

Ele falou por várias vezes que “o governo não apresentou uma proposta” de retomada da CPMF. Segundo o ministro, um novo tributo para financiamento exclusivo da Saúde é “uma das opções debatidas, mas não será a CPMF”.

Chioro diz que o governo defende o debate para superar o que ele chamou de “subfinanciamento” da área, que aflige o ministério, governos estaduais e prefeituras.

O ministro falou sobre o assunto após participar de um evento promovido pela Prefeitura de São Bernardo do Campo.

Recursos para a saúde

A fala acontece depois que o ministro defendeu, na quinta-feira (27), uma nova contribuição exclusiva para a área da saúde, nos moldes de uma “contribuição interfederativa da saúde”.
Segundo Chioro, a proposta atualmente em discussão com governadores e prefeitos é que a contribuição incida sobre a movimentação financeira, com uma alíquota de 0,38%.

Ele diz que há uma “convergência do governo” em torno da proposta -inclusive da presidente Dilma Rousseff, relata, e nega que a medida consista em um retorno da CPMF, o antigo “imposto do cheque”.

“É importante aproveitar esse momento para recolocar o debate. O governo não propôs a volta da CPMF. O que ele disse claramente é que precisamos buscar uma solução para o subfinanciamento da saúde”, ressaltou.

Por fim, afirmou que a solução para o subfinanciamento “não será com a CPMF. Não será. Nós temos clareza. O governo não defende a volta da CPMF”.

Num desagravo às críticas de que faltou debater o assunto com partidos aliados, Chioro ressalvou que qualquer solução passará pelo Congresso. “Estou reposicionando para ficar muito claro”, disse.

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