Detentos fazem rebelião no presídio de Governador Valadares

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No fim da manhã deste sábado (06), os detentos dos blocos B e D do presídio de Governador Valadares, no Leste de Minas, iniciaram um motim que logo se transformou em rebelião. A ação foi no horário de visitas e vários familiares dos presos foram feitos reféns. Segundo o Presidente da OAB de Governador Valadares, Elias Souto, entre os reféns estão mulheres grávidas e crianças. Os detentos quebraram grades das celas e atiraram objetos pelas janelas. Alguns presos colocaram fogo em colchões e a coluna de fumaça era vista de longe. Outros detentos subiram no telhado, acenaram e atiraram telhas.

Por volta das 16h, cinco presos foram atirados do segundo pavilhão do presídio por vários detentos que estão em cima do telhado, de uma altura de mais ou menos seis metros. Segundo informações da Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS), “entre 15h30 e 16h, presos rebelados atiraram do telhado da unidade cinco detentos que estavam em área de isolamento, o chamado seguro. Eles foram encaminhados a um hospital”. A secretaria não informou o estado de saúde deles.

Em nota, a SEDS informou que todos os acessos ao presídio estão bloqueados pelas forças de segurança pública e as negociações continuam.

Superlotação
reb3Segundo o presidente do Conselho de Direitos Humanos de Valadares, Ageu José Pinto, a situação era até esperada. Ele disse que nesta semana o Conselho se reuniu com um representante dos presos que reclamou muito da superlotação. Segundo informações da Secretaria de Estado de Defesa Social, o presídio está com aproximadamente 800 presos e a capacidade é de 290.

O juiz da vara criminal de Valadares, Tiago Cabral, está dentro do presídio e negocia o fim da rebelião com os detentos. Do lado de fora, parentes estão desesperados em busca de informações.

Embora a Secretaria de Estado de Defesa Social tenha dito, inicialmente, que não havia armas no interior do presídio, o presidente da OAB de Governador Valadares, Elias Souto, teve acesso ao local e disse que há sim, alguns presos armados.

Estão no local o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) do próprio presídio, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.

 

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