Corredores dos gabinetes de Aécio e Loures são bloqueados durante operação da PF

O acesso aos corredores dos gabinetes dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) no Congresso Nacional foram bloqueados na manhã desta quinta-feira (18) durante operação da Polícia Federal.

As diligências foram todas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os agentes da PF chegaram ao Congresso pela Chapelaria, o acesso principal às duas Casas legislativas. Eles carregavam malotes para apreender documentos e possíveis equipamentos eletrônicos.

Acesso ao corredor do gabinete do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) é bloqueado durante operação da Polícia Federal (Foto: Bernardo Caram/G1)

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, policiais legislativos bloqueavam os acessos aos gabinetes, para garantir que os policiais federais pudessem trabalhar. Apenas funcionários dos andares onde ficam os gabinetes podiam passar o bloqueio.

Polícia legislativa faz bloqueio em frente ao gabinete do corredor do gabinete do deputado Rodrigo Rocha Loures (Foto: Bernardo Caram/G1)
Polícia legislativa faz bloqueio em frente ao gabinete do corredor do gabinete do deputado Rodrigo Rocha Loures (Foto: Bernardo Caram/G1)

Os investigadores também confirmaram a prisão de um procurador da República, que trabalha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e do advogado Willer Tomaz, supostamente ligado ao deputado cassado e atualmente preso Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A Justiça também determinou o cumprimento de mandados no TSE. Durante o cumprimento dos mandados no tribunal, o acesso ao prédio ficou restrito a funcionários.

Polícia legislativa permitiu acesso apenas de funcionários ao corredor do gabinete do senador Aécio Neves (PSDB-MG) (Foto: Gustavo Garcia/G1)
Polícia legislativa permitiu acesso apenas de funcionários ao corredor do gabinete do senador Aécio Neves (PSDB-MG) (Foto: Gustavo Garcia/G1)
 

Delação da JBS

A operação teria tido início após a delação do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, que entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação do senador Aécio Neves pedindo a ele R$ 2 milhões.

No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato. A informação foi divulgada pelo jornal “O Globo” na quarta-feira (17).

Aécio indicou um primo dele para receber o dinheiro, e a entrega foi filmada pela Polícia Federal. A PF também rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que foi depositado em uma empresa de Zeze Perrella.

Após a publicação da denúncia, a assessoria de imprensa de Aécio Neves afirmou que o senador “está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos”.

“No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários”, diz o texto.

Em vídeo públicado em sua página no Facebook, Zeze Perrella afirmou que “nunca” recebeu “um real sequer” da JBS. “Eu quero dizer para os que me conhecem e para os que não me conhecem que eu nunca falei com o dono da Friboi. Não conheço ninguém ligado a esse grupo. Nunca recebi de maneira oficial ou extra-oficial um real sequer dessa referida empresa”, diz o senador no vídeo.

Fonte: G1

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *