Contra a crise, governo estuda reduzir o Imposto de Renda

Em plena crise política e com a economia andando devagar, o governo do presidente Michel Temer estuda aliviar o contribuinte do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF). A ideia seria reduzir a maior alíquota cobrada de pessoa física dos atuais 27,5% para 18%. Assim, que recebe rendimentos tributáveis superiores a cerca de R$ 4.600 seria beneficiado. Só que para isso seria necessário ter uma compensação para a perda da receita, que viria na taxação de dividendos de pessoas jurídicas, que são uma espécie de rateios dos lucros de uma empresa para os sócios, considerando a parcela de ações de cada um. O pacote de bondades também inclui reajuste do 4,6% do Bolsa Família.

O martelo já teria sido batido pelos ministros do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, e o de Planejamento, Dyogo Oliveira (Planejamento). A informação foi publicada nessa segunda-feira (12) em uma coluna do jornal “O Estado de S. Paulo”. Embora a redução de imposto seja algo positivo, o professor do curso de ciências contábeis do Ibmec/MG Bruno Araújo ressalta que é necessária uma análise mais cuidadosa, já que há impacto para os cofres públicos. “Existe a Lei de Responsabilidade Fiscal. Para abrir mão de uma receita, é necessária uma compensação”, observa.

Para Araújo, se tal compensação acabar impactando no lucro das empresas, o que pode acontecer é o aumento no preço dos produtos. Dessa forma, poderia ter impacto a médio e longo prazo nas taxas de inflação. “É aquela velha história do cobertor curto”, diz.

O ministro Dyogo Oliveira já teria batido o martelo sobre tema

Fonte: O Tempo

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