Conselho de Ética da Alerj adia decisão sobre cassação contra trio do PMDB

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) adiou, nesta terça-feira (5), a decisão sobre o processo contra o trio de parlamentares presos do PMDB na Operação Cadeia Velha – Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi. A votação poderia determinar o encaminhamento – ou não – do processo para o plenário.

Os integrantes alegam que o documento tinha um erro: se dirigia ao Conselho de Ética, quando deveria passar antes pela Mesa Diretora da Casa. Os autores discordam.

O Conselho de Ética resolveu encaminhar o documento para a Mesa, que tem cinco dias úteis para analisar o processo até devolvê-lo ao Conselho. Com o iminente recesso parlamentar, que pode começar já na próxima semana, a manobra pode significar que a votação ocorra somente em 2018.

Presidente do grupo, André Lazaroni (PMDB) decidiu por postergar o processo.

“A imprensa especulou que este presidente ia procrastinar, mas isso não cabe a mim, tampouco defender estes deputados. Estamos abertos a receber a denúncia desde que ela esteja correta”, afirmou o presidente.

Como o G1 mostrou na semana passada, 70% dos deputados que participam do bloco – ou 5 de 7 – votaram pela soltura do trio.

Osorio (PSDB), Iranildo Campos (PSD) e Dr Julianelli (Rede) pediram que o caso fosse remetido à Mesa. Dentre eles, dois não são da base aliada.

“O regimento interno é extremamente claro. Recebemos a primeira representação e o que cabe a esse conselho é remeter pedido à Mesa Diretora. Importante que estejamos afeitos ao rito regimental. Por isso, também me posiciono ao retorno do processo à Mesa Diretora”, afirmou Osório, que celebrou a decisão unânime.

Lazaroni disse também que o fato de ser do mesmo partido dos presos não interfere na decisão.

“Natural que coloque sob suspeição o deputado do PMDB para defender seu partido, que me coloquem como tropa de choque. Imprensa gosta de falar em tropa de choque, mas nunca fui. Sou tropa de choque dos meus eleitores”.

Lazaroni reconhece que o caso deve ficar para 2018. “O Ministério Público Federal (MPF) ainda nem apresentou a denúncia. Pelos prazos da Casa, deve ficar para o ano que vem. São 60 dias prorrogáveis por mais 60”.

 Fonte: G1

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