Doença coronariana: incidência, fatores de risco e prevenção

Incidência

Hoje, em muitos países a insuficiência coronariana é classificada como problema de saúde pública, vitimando somente nos Estados Unidos cerca de 1,5 milhão de pessoas por ano. A grande maioria destas vítimas encontra-se em faixa etária produtiva, entre 45 e 55 anos de idade, ceifando um grande contingente de indivíduos de grandes responsabilidades socioeconômicas.

Até alguns anos a doença coronariana incidia preferencialmente em homens maduros. Hoje, é crescente o número de casos em pacientes jovens, homens e mulheres situados entre 30 e 45 anos.

Fatores de risco

Um grande estudo americano, denominado Framinghan, descobriu os 40 principais fatores de risco para a doença coronariana. Dentre eles: diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, tabagismo, obesidade, hipercolesterolemia (taxas elevadas de colesterol), sedentarismo e estresse emocional. Diante destes fatores, vários estudos concluíram que, a melhor forma de proteger não só contra um primeiro infarto agudo do miocárdio (IAM), mas também evitar novos episódios em quem já sofreu destes acidentes cardiocirculatórios é a prevenção.

A grande maioria dos diabéticos desenvolve também hipertensão arterial e, portanto, tem um fator de risco a mais para controlar.

O que ocasionou aumento do número de casos de doença coronariana em mulheres foi principalmente o fato de que elas passaram a ocupar uma importante representação no competitivo mercado de trabalho, adquirindo alguns hábitos predisponentes, dentre os quais o tabagismo combinado ao uso de pílulas anticoncepcionais, além dos outros fatores de risco citados.

É comprovado que pessoas trabalhando em ambientes desagradáveis e sobrecarregadas pela rotina diária apresentam maior chance de IAM.

O cigarro possui cerca de 1000 agentes tóxicos e/ou cancerígenos que expõe diretamente o usuário e os que estão ao redor dele à inúmeras doenças, não só cardiovasculares como principalmente respiratórias.

Prevenção

A manutenção do peso ideal ajuda não só a prevenir doenças cardiovasculares como também inúmeras outras, influenciando diretamente no controle dos níveis de pressão arterial, e sendo coadjuvante no controle do diabetes mellitus, além de conferir maior bem estar.

O controle adequado da pressão arterial, seja por medicamentos ou medidas higieno-dietéticas (redução do sal da dieta, perda de peso e atividade física programada) evita não só o IAM como derrames e inúmeras outras complicações vasculares que afetam todos os órgãos, mas principalmente o coração e os rins, além da retina e vasos cerebrais.

O controle adequado da dieta é importante principalmente para diabéticos, em que o consumo de açúcares e gorduras deve ser rigorosamente controlado, para que seja prevenida uma das principais complicações do diabetes, a aterosclerose (entupimento das artérias, principalmente do coração por placas de gordura).

O exercício físico regular e individualizado, realizado pelo menos 4 a 5 vezes por semana, com duração de aproximadamente uma hora, acarreta inúmeros benefícios que direta e indiretamente previnem e até mesmo regridem as doenças cardiovasculares. Os principais efeitos do exercício físico são: controle da hipertensão arterial e ajuda na perda e manutenção de peso – importante para diminuir as taxas de colesterol e estimular o músculo cardíaco a criar novos vasos sanguíneos que poderão ser úteis nos casos em que a aterosclerose iniciar a obstrução de importantes artérias do coração. Por fim, o exercício melhora a autoestima, disposição e humor das pessoas.

Nunca é tarde para mudar hábitos de vida, conquistando uma vida mais saudável.

*Texto produzido em parceria com o portal Leet Doc

 

Crédito para imagem: https://socerj.org.br/

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