CEO da Backer pede para não consumirem à Belo Horizontina seja qual for o lote; Morre a terceira pessoa vítima de um possível intoxicamento causado pela cerveja

A CEO (chief executive officer, na sigla em inglês, ou diretora executiva) da cervejaria Backer, Paula Lebbos, pediu na última terça-feira (14), que ninguém consuma a cerveja Belorizontina, que, no Espírito Santo, recebe o rótulo de Capixaba, até que os fatos sobre a contaminação da cerveja sejam esclarecidos. Exames laboratoriais realizados pela Polícia Civil de Minas Gerais identificaram a presença da substância dietilenoglicol em amostras da cerveja Belorizontina, produzida pela Backer.

Pelo menos três pessoas já morreram e outras foram internadas depois de tomar a cerveja. “O que preciso agora é que não bebam Belorizontina, quaisquer que sejam os lotes, por favor. Quero que meu cliente seja protegido. Não sei o que está acontecendo”, disse Paula, em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, em Belo Horizonte.

A diretora executiva da Backer afirmou que a substância dietilenoglicol, suposta responsável pelo envenenamento, não é usada no processo de fabricação de suas cervejas. Em seguida, disse que aguarda os resultados das análises do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Polícia Civil.

Na segunda-feira (13) o ministério determinou que a Backer retire de circulação todas as suas cervejas e chopes produzidos desde outubro do ano passado até agora. A cervejaria está interditada, por ordem do ministério. “A Backer quer facilitar para que [o problema] seja solucionado o mais breve possível, para que a nossa fábrica seja liberada, até porque os funcionários precisam trabalhar, e minha família também depende dessa empresa”, disse a executiva.

A Backer produz cervejas em 70 tanques de 18 mil litros cada. A Belorizontina é produzida em apenas um desses tanques, o número 10. Questionada pelos jornalistas, Lebbos disse que vai procurar as vítimas e suas famílias para “oferecer qualquer tipo de ajuda que elas precisarem”. Ela afirmou que não está preocupada com o prejuízo financeiro e sim com o mercado de cervejas artesanais e com os clientes.

“O que nos preocupa muito é o prejuízo em relação à nossa marca e ao mercado cervejeiro artesanal. Eu tenho certeza [de] que o que diz respeito ao [aspecto] financeiro será superado. O que a gente não quer é que clientes que tomam a nossa cerveja sejam prejudicados”, acrescentou.

Morre a terceira pessoa vítima de um possível intoxicamento causado pela cerveja

Morreu, na manhã desta quarta-feira (15/1), mais uma vítima da síndrome nefroneural, doença investigada por suspeita de contaminação por dietilenoglicol, presente em garrafas de cerveja fabricada em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

Fonte: Agência Brasil/Correio Braziliense/Foto: Divulgação

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