Casos recentes de ódio e intolerância têm se espalhado pelo Brasil

O brasileiro não se considera preconceituoso, mas comete preconceito sem perceber. É o que revela uma nova pesquisa, que ouviu duas mil pessoas em todo o país.

Usando o nome de Jesus, um traficante põe uma mãe de santo sob a mira de uma arma e a obriga a destruir seu próprio centro de umbanda. Foi há três semanas, na Baixada Fluminense, um exemplo brutal da perseguição religiosa no Brasil.

Traficante põe uma mãe de santo sob a mira de uma arma e a obriga a destruir seu próprio centro de umbanda. Foto: Reprodução Fantástico

O prefeito do Rio vetou – sem consultar a opinião pública – a exposição ‘Queermuseu – Cartografias da diferença na arte brasileira’, que seria exibida no Museu de Arte do Rio, sob a acusação de que os quadros seriam impróprios por conter referências a símbolos religiosos, pedofilia e zoofilia. Antes de ser censurada no Rio, a exposição foi cancelada em Porto Alegre.

Em setembro, a imagem de uma menina tocando o pé do artista Wagner Schwartz, que se apresentou nu durante uma exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo, gerou protestos e agressões. A menina estava acompanhada pela mãe, que é cenógrafa, e na porta da sala tinha um aviso sobre cenas de nudez.

Durante séculos, grandes artistas retrataram a nudez. Nesta semana, o prestigiado Museu d’Orsay, em Paris, relançou uma campanha feita há dois anos: “Tragam seus filhos para ver gente nua”. O museu informa que o objetivo é compreender melhor as reações das crianças diante de obras de arte e motivar as crianças a irem ao museu.

Quem está com a razão? A Constituição, a lei suprema do Brasil, determina que a liberdade de expressão é um direito fundamental. Existe algum limite para ela? O que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente no caso do MAM-SP? E quanto ao uso artístico de símbolos religiosos? O Fantástico ouviu religiosos, artistas e constitucionalistas sobre a questão.

Fonte: Fantástico

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