Bolsonaro faz 1ª reunião com equipe para discutir indicações de ministros

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), saiu de casa na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, para participar de uma reunião em que devem ser discutidos nomes para integrar o ministério de seu governo.

A reunião é na casa do empresário Paulo Marinho, aliado de Bolsonaro desde o início da campanha. Além do presidente eleito, participam do encontro o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), provável ministro da Casa Civil do novo governo, e Paulo Guedes, já anunciado por Bolsonaro como ministro da área econômica.

Na entrada da casa, Gustavo Bebianno, dirigente do PSL, falou com a imprensa. Uma jornalista perguntou sobre os nomes definidos para os ministérios.

Dirigente do PSL fala sobre indicações para os ministérios do governo de Jair Bolsonaro
Dirigente do PSL fala sobre indicações para os ministérios do governo de Jair Bolsonaro / Reprodução Globo

Bebianno respondeu: “Em torno de 15, mais ou menos. Já temos alguns nomes. Mas isso o presidente vai anunciar”.

Outra repórter pede a confirmação: “São 15 nomes ou 15 ministérios?” O dirigente responde: “São mais ou menos 15 ministérios. Os nomes que a gente já tem é mais ou menos metade disso daí.”

Durante a campanha, Bolsonaro disse que seu governo teria no máximo 15 ministérios.

Convite a Moro

Nesta segunda (29), o presidente eleito disse ao Jornal Nacional que convidará o juiz federal Sérgio Moro para ser o futuro ministro da Justiça ou então o indicará para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal. Moro é o juiz federal responsável pelas ações da Lava Jato na 1ª instância, no Paraná.

Questionado sobre o assunto, Bebianno disse que não sabe se o presidente eleito já falou com Moro. Segundo o dirigente do PSL, o “nome dele é muito importante para o Brasil” e “estão na expectativa que ele aceite se engajar de alguma forma”.

Sobre a reunião de hoje, Bebianno disse que estão “estudando alguns nomes para o ministério, a composição da equipe que vai trabalhar dentro do Palácio”, afirmou. “A prioridade é a conclusão da montagem da equipe”, concluiu Bebianno.

Provável ministro da Casa Civil

Na porta da casa, Onyx também falou rapidamente com a imprensa. Disse que iria discutir com Bolsonaro o início da transição de governo.

“Nós vamos começar a transição, ou seja, ele vai nos dar as principais orientações. E nós vamos começar a trabalhar. Vou para Brasília amanhã. Já tenho aqui uma série de informações para ele, e ele então hoje vai nos orientar de como é que inicia o contato com o atual governo. Nós já vamos levar amanhã alguns nomes para que sejam constituídos, porque há um prazo para que seja publicado, para que segunda-feira, aí sim, a todo vapor, a gente comece a a transição de fato”, afirmou.

Questionado sobre nomes de futuros ministros, Onyx disse que só sairão em dezembro.

Quem é o núcleo do presidente eleito

Além de Onyx Lorenzoni, do economista Paulo Guedes e do advogado Gustavo Bebianno, o núcleo mais próximo do presidente eleito durante a campanha reuniu três dos seus cinco filhos, parlamentares, e generais da reserva do Exército.

Quem é quem no núcleo duro de Bolsonaro — Foto: Arte/G1
Quem é quem no núcleo duro de Bolsonaro — Foto: Arte/G1

Carlos Bolsonaro, 35 anos, é vereador no Rio de Janeiro e um dos responsáveis por pensar a comunicação do pai, com forte presença nas redes sociais. Flávio Bolsonaro, 37 anos, é deputado estadual e se elegeu senador pelo Rio.

Eduardo Bolsonaro, 34 anos, foi reeleito deputado federal por São Paulo com a maior votação da história (1,8 milhão de votos). Ele protagonizou uma das polêmicas da campanha eleitoral. Em vídeo de quatro meses atrás, ele afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) poderia ser fechado por um cabo e um soldado se a candidatura do pai fosse indeferida. Ministros do STF criticaram a declaração e Bolsonaro desautorizou o filho.

Presidente do diretório paulista do PSL, o deputado federal Major Olímpio coordenou a campanha de Bolsonaro em São Paulo. Com discurso conservador, é um dos parlamentares integrantes no Congresso do grupo intitulado “bancada da bala”.

Outro nome importante para Bolsonaro é o vice-presidente eleito, o general de exército Antonio Hamilton Martins Mourão (PRTB), que passou para a reserva do Exército em fevereiro deste ano, após 46 anos na ativa. Ele atuou para superar resistências a Bolsonaro na cúpula das Forças Armadas.

Fonte: G1 / Foto: Alba Valéria Mendonça/G1

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