Assaltos a agências bancárias viram desafio para cidades no interior de Minas

Foto divulgação

Depois de entrar na rota de quadrilhas especializadas, cidades mineiras que experimentam a interiorização do crime se tornaram um desafio para a área de segurança pública. Com suas ruas pacatas e população pequena, esses municípios têm peculiaridades que ao mesmo tempo atraem bandidos e se transformam em árdua missão para o policiamento. Na lista de dificuldades para fechar o cerco a crimes como explosões de caixas eletrônicos e assaltos a banco, como o que na segunda-feira resultou na morte de um policial militar e de um vigilante em Santa Margarida, na Zona da Mata, há uma série de fatores. Entre eles estão o baixo efetivo policial, pouco infraestrutura de logística, grandes distâncias entre municípios, além de muitas rodovias que servem como rota de fuga para criminosos.

Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública mostram que, de janeiro a abril deste ano, foram 16 assaltos a agências bancárias no estado, média de um por semana. O número se mantém quase estável, já que ano passado foram 17 ocorrências do tipo no mesmo período. Apesar de registrarem queda de 34% nos primeiros seis meses de 2017 em relação a 2016, os ataques a caixas eletrônicos também assustam: foram 83 neste ano, contra 127 no ano passado.

Grandes distâncias entre as cidades em um estado com grande território também facilitam a ação de bandidos. “Esse é sem dúvida um complicador. Há em nossa região rotas que são percorridas em 40 minutos para sair de uma cidade e chegar a outro estado. Até instalarmos uma operação de cerco e bloqueio, os bandidos já estão no estado vizinho”, afirma o coronel Rodrigo Braga, comandante da 16ª Região da PM, com sede em Unaí e que engloba 17 municípios.

Fonte: TV Alterosa

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *