Artigo Juarez Alvarenga – Política externa

A politica externa mundial é um processo mutável, onde os envolvidos procuram seu espaço.

Composto de países   heterogêneos, onde os procedimentos têm a veracidades de interesses próprios.

No passado a politica externa era totalmente desnivelada. Nações de primeiro mundo, impunham seus interesses,  com evidencia sem reação dos países periféricos.

Não muito tempo atrás com a bipolaridade, entre EUA e URSS delineou-se uma politica externa  ideológica. O mundo se fragmentou em dois polos totalmente diferenciados.

Os países periféricos não visavam negociações igualitárias com os países centrais. Era puro contrato de adesão.

Com a tendência de termos uma cultura civilizada o processo comunicativo entre as nações nivelou. Bem antes da democratização econômica, entre os países, haverá o nivelamento cultural. Apesar de estarmos em estágio civilizatório em patamares hierarquizado o mundo tende ao multilateralismo. Em estágio, extremamente embrionário, cabendo apenas aos visionários perceber  que o comercio internacional não terá apenas o estigma das vantagens comparativas, terá também outras condicionantes, de tal valia
que equilibrará as relações mundiais.

A politica externa se dá entre elites intelectuais dos países envolvidos. E as elites intelectuais tem espaço universalizado, em busca de conhecimentos, tornando assim as relações internacionais mais homogêneas. A persuasão, instrumentos de todos os países envolvidos fortalecerá em demasia os quadros igualitários dos protagonistas modernos. No passado, os países periféricos, não tinham autoestima devido às prepotências das nações centrais, defendiam seus interesses timidamente, com o nivelamento intelectual entre as elites passaram a defender autenticamente, e quase soberbamente, em pé de igualdade com os envolvidos nas relações.

O diferencial nas relações internacionais era apenas a persuasão, os países periféricos tinham apenas as vantagens comparativas como sustentáculos. Com o monopólio da retorica, os países centrais nos colonizavam de uma nova maneira.

É sabido, que o mundo moderno não tem donos como antigamente, mas novos conquistadores.

Para nós é a história que faz o homem e não o contrario o homem que faz história.

Em todos os enredos humanos histórico em que o homem tentou fazer história o mundo caí numa carnificina demoníaca.

A mecânica do mundo tem seus mecanismos determinantes. E na politica externa continuará tendo hierarquia entre nações, mas sem duvida, nenhuma desta hierarquia, será cada vez mais, tênue com a tendência mundial de nivelar, culturalmente, os países envolvidos.

Estamos mudando de patamar civilizatório, onde a regra de mercado sobreviverá, mas com crescimento econômico sistemático universal projetando, para o futuro breve, mais equidade no racional mundo dos negócios.

Quanto ao Brasil, acreditamos que a cúpula diplomática seguirá o estuário do bom senso, onde o fluxo da simpatia seja um diferencial, juntamente com interesses domésticos guiados pelo conturbado mundo das relações internacionais.

JUAREZ  ALVARENGA
Advogado e escritor
Rua Antônio B. Figueiredo, 29
Coqueiral-MG
Telefone: (35) 99176-9329
E-mail: juarezalvarengacru@gmail.com

 

Foto: Reprodução Brasil Escola

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