70% das rodovias mineiras estão regulares, ruins ou péssimas, diz CNT

Com a mais extensa malha rodoviária do país, Minas Gerais tem apenas 30,2% dela avaliada como boa ou ótima, segundo a 21ª Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada hoje pela Confederação Nacional de Transportes (CNT). O estudo avaliou 15.076 km no Estado e concluiu que 10.526 km (69,8%) das vias mineiras estão em condições regulares, ruins ou péssimas considerando pavimento, sinalização e geometria (se é pista simples ou duplicada).

Conforme indicação da Confederação, seria necessário um investimento de R$ 9,2 bilhões para reconstruir e restaurar trechos e para a manutenção dos trechos desgastados. Esse é o índice mais alto do país na comparação com os outros Estados.

Devido às condições precárias do pavimento, o custo do transporte rodoviário no Estado fica 32,4% mais caro para motoristas e transportadores. As deficiências envolvem menos segurança, mais necessidade de manutenção dos veículos e maior consumo de combustível.

Foram identificados pela pesquisa 23 pontos críticos no Estado, sendo 13 com erosões na pista, sete com buracos grandes e três com quedas de barreira que colocam em risco o condutor ao trafegar pelas rodovias.

Pesquisa indica necessidade de investimento de R$ 9,2 bilhões para reconstruir e restaurar estradas

Piora generalizada

No Brasil, a pesquisa CNT constatou uma queda na qualidade das rodovias de 3,6 pontos percentuais em relação ao ano passado. Em 2017, 61,8% das rodovias foram classificadas como regulares, ruins ou péssimas enquanto em 2016 esse índice era de 58,2%. 38,2% das rodovias foram consideradas em bom ou ótimo estado, enquanto um ano atrás esse percentual era de 41,8%. A sinalização foi o aspecto que mais se deteriorou. Em 2017, o percentual da extensão de rodovias com sinalização ótima ou boa caiu para 40,8%, enquanto no ano passado 48,3% haviam atingido esse patamar. Neste ano, a maior parte da sinalização (59,2%) foi considerada regular, ruim ou péssima. Em relação à qualidade do pavimento, a pesquisa indica que metade (50,0%) apresenta qualidade regular, ruim ou péssima. Em 2016, o percentual era de 48,3%.

O levantamento abrangeu 105.814 km de rodovias, sendo 67.404 km de rodovias federais (63,7%) toda a extensão pavimentada, e 38.410 km (36,3%) das principais rodovias estaduais do país.

Fonte: O Tempo

 

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