23 de novembro – Dia Nacional do Combate ao Câncer Infantil; Confira entrevista exclusiva com Dr. Carla Renata Pacheco

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que 12,5 mil crianças poderão receber o diagnóstico de câncer em 2018. Esta continua sendo a principal causa de morte por doenças em crianças e adolescentes de 01 a 19 anos. O tipo de câncer mais frequente é a leucemia, com incidência de 26%, seguida pelos linfomas que ocorrem em 14% dos casos.

Pensando nisso, foi criado o Dia Nacional do Combate ao Câncer Infantil, data utilizada para disseminar informação e estimular ações educativas e preventivas relacionadas ao câncer infantil, uma vez que a prevenção pode aumentar as chances de cura em 80% dos casos. Por isso é preciso um dia para falarmos sobre o câncer! É necessário prestar atenção em nossas crianças e sinais como caroços ou febres durantes dias já são sintomas da doença.

Em entrevista exclusiva para o CSul, Dr. Carla Renata Pacheco Donato Macedo, oncopediatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explicou um pouco mais sobre a doença, os sintomas e a data do dia 23 de novembro. Confira:


A estimativa do Inca é de que 12,5 mil crianças poderão receber o diagnóstico de câncer em 2018. Por que tantas crianças morrem por causa dessa doença?

A taxa efetiva de cura do câncer infantil em centros especializados fica em torno de 70-80% dos casos.  O sucesso, na grande maioria das vezes, está relacionado ao diagnóstico precoce associado ao  planejamento terapêutico individualizado baseado em estratificação de risco e  modernas técnicas de tratamento, o que aumenta a chance de cura com menor sequelas futuras.

Qual o tipo de câncer mais frequente entre crianças e adolescentes?

Os cânceres mais comuns na população entre 0-19 anos são:
– Leucemias agudas
– Linfomas
– Tumores no sistema nervoso central

 Dia 23 de novembro é o Dia Nacional do Combate ao Câncer Infantil. Qual a importância da data para os pacientes e também para conscientização?

Acreditamos que esse dia é importante nacionalmente para conscientização de todos os profissionais de saúde e da população em geral, desmitificando o câncer infantil. Utilizamos essa data para informa que apesar de ser uma doença grave, apresenta enorme possibilidade de cura quando diagnosticada precocemente e o paciente ser submetido ao tratamento em centro especializado.

A prevenção aumenta as chances de cura? Como é possível se prevenir?

Não existe prevenção. A grande maioria dos cânceres pediátricos não estão relacionados com o envelhecimento e, consequentemente, com estilos de vida para que possam ser tomadas medidas preventivas.

Existe algum tipo de câncer que necessita de um cuidado e observatório especiais?

A grande maioria dos sinais e sintomas é semelhante ao das doenças comuns da infância. Entretanto, existem sim alguns sinais e sintomas que as crianças podem apresentar que são considerados de alarme como:

  • Dor óssea recorrente
  • Reflexo do olho esbranquiçado, popularmente conhecido como reflexo do olho do gato
  • Febre persistente
  • Aumento do volume abdominal
  • Dor de cabeça associadas a vômitos

É muito importante que a criança seja acompanhada por um pediatra, o qual acompanha seu desenvolvimento e, com isso, na presença desse sinais de alerta encaminhará para especialista.

Como a família da criança que sofre com a doença, tem que se portar diante da situação? Quais as medidas a serem tomadas?

Ter o diagnóstico de câncer em um filho é uma situação de muita dor e desespero. Ser acolhido por uma equipe especializada que os orientará sobre o diagnóstico e o tratamento faz com que essa família enfrente a doença de uma maneira mais confiante. É importante que a família seja encaminhada para um serviço de referência e siga as orientações dos profissionais de saúde.

O que causa, na maioria dos casos, a doença nas crianças?

A grande maioria dos casos de cânceres pediátricos tem origem em defeitos genéticos nas células embrionários, não relacionados a fatores ambientais ou hereditários.


Redação CSul – Iago Almeida / Foto: retirada do site engeplus.com.br

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